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01/12 O caso

Para a Vanna

Vanna, esta é a aula inteira. Lê ela e me diz o que você muda

Do minuto 00 ao 94, escrita palavra por palavra, na ordem em que você vai dizer.

  • O que éA aula de 12 de agosto escrita inteira, dividida em doze blocos
  • O que eu precisoQue você leia e me diga o que mudaria. Só isso
  • Quanto levaUns vinte e cinco minutos de leitura corrida
  • Como anotarNo fim de cada bloco tem uma pergunta e uma folha. Escreve ali, salva sozinho. Se estiver bom, deixa em branco e segue
Começar pelo bloco 1

O que estiver entre colchetes é direção de cena, não é para falar em voz alta. O material do dia 12 fica separado, no fim.

01/12minuto 00 ao 05 · cinco minutos

O caso

Você abre pelo padrão de erro, sem saudação e sem currículo.

Você fala

Sete horas. Vou começar.

Eu quero abrir com uma cena que eu vejo se repetir há muito mais tempo do que existe inteligência artificial. Não vou citar número de processo nem nome de ninguém, porque o que interessa aqui é o padrão, e o padrão você vai reconhecer.

Uma contestação bonita. Bem escrita, bem dividida, com o mérito defendido ponto por ponto e artigo citado em tudo quanto é parágrafo. Quem bate o olho naquilo vê trabalho caprichado, e é trabalho caprichado mesmo.

Só que faltou lá dentro uma coisa que só cabia ali. E o que só cabia ali e não foi, não volta. Não volta na réplica, não volta em memoriais, não volta em recurso. Dá uma lidinha no 336 e no 342, está escrito com todas as letras, eu não inventei.

Presta atenção no que eu não disse. Eu não disse que quem escreveu aquilo não sabia processo civil. Sabia, e a peça prova. O mérito está lá, a técnica está lá, o português está lá. O que não teve foi alguém lendo aquilo antes de sair.

E é aqui que a ferramenta entra na história, porque ela não criou esse erro. Ela encurtou o caminho até ele. Antes a peça saía devagar, e o tempo de escrever já era tempo de conferir sem você perceber que estava conferindo. Hoje a peça sai pronta em quatro minutos, aquele tempo sumiu, e a conferência sumiu junto.

Guarda essa cena, porque a gente volta nela lá pelo minuto quarenta e sete, quando um dos comandos que eu vou te entregar pegar exatamente esse detalhe.

Operação deste bloco
Na tela
Nada de slide de boas-vindas. Sua câmera cheia, você falando. Se quiser um apoio visual, use um slide preto com uma linha só: A Hora do Protocolo.
Mãos
Nenhuma. Este bloco é você falando na câmera. Não abra ferramenta, não mude de aba, não mostre slide com texto.
Relógio
No minuto 03 você já precisa ter dito a frase sobre ninguém ter lido antes de sair. Se passar de 05 e você ainda estiver na cena, corta o parágrafo da ferramenta e vai direto para o combinado, porque ele reaparece no bloco 2.
Sarah
Solta a mensagem de sala aberta para quem ainda não entrou. Não abre enquete, não pede apresentação no chat, não pergunta de onde a pessoa é. Sala fria com pergunta social no início esvazia.

Muda alguma coisa aqui?

02/12minuto 05 ao 07 · dois minutos

O combinado

O contrato dos 70 minutos e a credencial em uma linha.

Você fala

Agora que você viu onde a gente vai mexer, deixa eu te dizer o que acontece nos próximos setenta minutos, porque eu não gosto de deixar sala às cegas.

Eu vou abrir a ferramenta aqui na sua frente e rodar o comando genérico, aquele que quase toda a advocacia usa. A peça vai sair, vai parecer boa, e é aí que a gente começa a dissecar junto.

Depois eu te mostro as três perguntas que a máquina não tem como acertar, por melhor que seja o seu comando.

Aí eu rodo os meus comandos, e eles vão aparecer escritos na tela, inteiros, do jeito que eu uso. A partir do minuto trinta e quatro, e eu vou avisando quando cada um entrar.

E no fim eu te entrego a Régua do Protocolo, que é a conferência que eu faço com a peça pronta e o dedo perto do botão. Seis perguntas, cabe numa tela, roda em dez minutos num dia com prazo correndo.

Para quem está me vendo pela primeira vez hoje, eu sou a Vanna. Ensino Processo Civil há mais de vinte e cinco anos numa universidade pública, passei em primeiro lugar no concurso da UEMA, e advogo no contencioso cível há vinte e seis anos. Eu escrevo as minhas peças com inteligência artificial, e isso não significa que ela escreva por mim. Ela auxilia. Tem uma diferença abissal entre auxiliar e advogar.

Se você separou uma peça sua, deixa ela aberta do lado. E se você tiver uma dúvida específica, joga no chat a qualquer momento, que a Sarah está separando e eu respondo no fim.

Operação deste bloco
Na tela
Um slide com quatro linhas, na ordem em que as coisas vão acontecer. O comando genérico rodado ao vivo, as três perguntas que a máquina não acerta, os comandos que funcionam, a Régua do Protocolo.
Mãos
Compartilha a tela agora e deixa compartilhada até o fim. Sobe o slide das quatro linhas. Confere no chat se alguém está reclamando de tamanho de fonte antes de seguir.
Relógio
Dois minutos, no máximo. Se você chegar no 08 ainda no combinado, corta a credencial inteira. Ela volta sozinha no bloco 4, quando você mostrar que sabe o que a máquina não sabe.
Sarah
Fixa a mensagem no chat avisando que dúvidas podem ser mandadas a qualquer hora e que serão respondidas no fim. A partir daqui ela já começa a separar.

Muda alguma coisa aqui?

03/12minuto 07 ao 21 · catorze minutos

O flagra

Comando genérico ao vivo, leitura da saída, marcação dos erros com a sala junto.

Você fala · a abertura

Vamos ao que interessa. Eu tenho aqui o resumo de um caso, com nome e número trocados, e vou pedir uma contestação do jeito que a maioria pede.

Olha o comando que eu acabei de colar. Elabore uma contestação para o caso a seguir. É isso que você faz, ou estou mentindo? Fala no chat sem vergonha, porque eu também já fiz isso.

[Enquanto a saída aparece, leia em voz alta os dois ou três primeiros parágrafos, sem comentar nada ainda. De 40 a 60 segundos. Deixa a sala achar que está bom.]

Você fala · o elogio antes da faca

Beleza. Isso aqui está bom, gente. Sério. Está bem escrito, está organizado, tem preliminar, tem mérito, tem pedido. Se você me mostrasse isso e dissesse que passou a tarde escrevendo, eu ia acreditar.

Agora vem comigo, porque a gente vai ler de novo. E dessa vez a gente lê como quem vai assinar embaixo.

Você fala · a marcação

[Marque um ponto de cada vez, na ordem abaixo. Para cada ponto, lê o trecho em voz alta, diz o que está errado, diz o artigo quando couber e pergunta no chat se alguém já mandou uma dessas. De 6 a 8 minutos no total.]

  • Ponto 1Fato que você não deu e apareceu na peça. Procure primeiro por data, valor e nome de documento.
  • Ponto 2Artigo citado de um jeito que não confere, ou citado no atacado, sem dizer o inciso.
  • Ponto 3Matéria que só cabe nesta peça e não apareceu, ou apareceu no lugar errado, depois do mérito.
  • Ponto 4Pedido final que não pede o que precisa ser pedido, ou pede coisa que o juízo não tem como conceder.
  • Ponto 5Tese, súmula ou julgado citado sem referência conferível.

[Marque os que aparecerem, na ordem que aparecerem. Não force os cinco. Três bem marcados valem mais que cinco corridos.]

Você fala · o momento do minuto 18, o ponto mais forte da aula inteira

Para tudo um segundo. Olha o que acabou de acontecer aqui, porque isso é mais importante do que qualquer erro que a gente marcou.

Eu não achei esses erros sozinha. A gente achou junto. Levou uns dois minutos, e tem gente no chat apontando coisa que eu ainda nem tinha visto.

Agora pensa na sua quinta-feira. Seis da tarde, a peça pronta na tela, o prazo vencendo hoje. Quem estava olhando junto com você?

Segura essa pergunta, que ela volta no fim.

[Não responda a pergunta agora. Não explique. Deixa no ar e segue.]

Você fala · o minuto 20, seeding e reancoragem

E olha, ler peça de outra pessoa é o que eu mais faço na minha semana. É a parte que eu mais gosto e é a que mais dá trabalho.

Os comandos entram daqui a catorze minutos, e vêm em três partes, porque cada um resolve uma coisa diferente. Fica comigo até lá.

Operação deste bloco
Na tela
A ferramenta aberta, fonte grande. Ao lado, um bloco de notas com o resumo do caso já colado, com nome e número trocados.
Mãos
Cola o resumo, cola o comando genérico embaixo, aperta enviar. Não corte a espera. A espera é o suspense.
Use a marcação da própria ferramenta ou o cursor, mas marque de verdade. Selecione o trecho, aumente o zoom se precisar. Abra o CPC no Planalto numa aba ao lado quando citar artigo, e use o Ctrl+F na frente da sala. Isso é seu, faz.
Relógio
No minuto 12 a saída já tem que estar na tela e você já tem que estar lendo em voz alta. No minuto 16 você já tem que ter marcado pelo menos dois pontos. Se estiver atrasada, corte pontos de marcação, nunca corte o momento do minuto 18. Ele é o que a aula inteira usa depois.
Sarah
Começa a triagem para valer. Separa casos variados, resolvíveis em dois minutos, de matérias diferentes. Marca quem no chat já assina, porque essas pessoas vão ser chamadas no consultório. Sinaliza para você quando alguém escrever no chat alguma coisa que sirva de reforço.

Muda alguma coisa aqui?

04/12minuto 21 ao 32 · onze minutos

As três perguntas

O que a máquina não tem como saber, e por que a resposta soa correta assim mesmo.

Você fala · a abertura

Agora eu quero tirar um peso das suas costas, porque tem gente aí achando que errou no comando. Você não errou. E nem se você escrevesse três páginas de comando ia mudar, porque o problema não está no tamanho do pedido.

Pensa comigo. Toda peça de resposta que presta responde três perguntas antes da primeira linha.

  • A primeiraO que já aconteceu nos autos? O que a outra parte alegou, o que já foi decidido, o que já precluiu, o que eu mesma já falei neste processo.
  • A segundaQuem vai ler isso? Qual vara, qual competência, o que aquele juízo costuma exigir e o que ele costuma indeferir.
  • A terceiraEm que fase esse processo está? Porque a mesma tese, na fase errada, vira outra coisa.

Agora presta bem atenção numa coisa. Essas três perguntas não são difíceis para a máquina. Elas são impossíveis. Ela não tem acesso aos seus autos, não conhece o seu juízo e não sabe em que fase o seu processo está.

E ela responde assim mesmo. Responde bonito, com parágrafo bem construído e artigo no lugar certo, porque o trabalho dela é completar texto de um jeito que soe correto. Soar correto e estar correto são coisas diferentes, e a diferença mora justamente nas três perguntas que ela não pode responder.

[Volte na saída do comando genérico e mostre um trecho em que a máquina respondeu uma dessas três sem ter como saber. De 60 a 90 segundos. Se não achar rápido, use o Ponto 1 que você já marcou no bloco anterior.]

Você fala · o minuto 30, a colheita da objeção

Essa pergunta que eu acabei de responder chega na minha caixa toda semana, vinda de gente diferente, sempre com o mesmo desenho.

E aqui eu vou dizer uma coisa que talvez você não espere de quem passa o dia produzindo material. Material resolve o que já está estabilizado. A estrutura da peça, a teoria do recurso, o rito. Isso um bom material resolve e resolve bem.

Só que material nenhum abre os seus autos. A máquina não tem os seus autos, e quem também não tem os seus autos é todo mundo que poderia te responder, porque ninguém está dentro do seu caso. A sua dúvida específica não tem endereço.

Operação deste bloco
Na tela
A saída do comando genérico continua aberta. Você volta nela para apontar exemplos enquanto explica.
Mãos
Uma aba com a saída genérica, uma aba com o CPC. Volte fisicamente na saída quando citar exemplo. A sala precisa ver o texto que você está criticando.
Relógio
No minuto 27 as três perguntas já precisam estar ditas. Se estiver atrasada, corte a caçada ao vivo e vá direto para a colheita do minuto 30, que é a que trabalha a objeção de já ter material.
Sarah
Continua triando. A partir daqui ela já deve ter dois casos separados. Se o chat estiver pedindo os comandos, ela responde com o minuto exato em que eles entram.

Muda alguma coisa aqui?

05/12minuto 32 ao 49 · dezessete minutos

O jeito certo

Os três comandos entregues por escrito, o teste das duas rodadas, e a Régua do Protocolo. É o bloco mais denso e é onde você paga a promessa da página. A ordem está invertida de propósito, porque quem ganha objeto no minuto 34 atravessa a densidade do minuto 36 sem sair.

minuto 34

Comando 1 · o contexto

Na tela: bloco de notas em fonte grande, com os três comandos já digitados. Você mostra um por vez e deixa cada um parado tempo suficiente para a sala copiar.

Você fala

Antes de eu explicar qualquer coisa, toma o primeiro. Está na tela, inteiro, e vai ficar aí o tempo que você precisar para copiar. Não é resumo e não é amostra.

Esse comando faz uma coisa só: entrega para a máquina aquilo que ela não tem. Os autos, o juízo e a fase. E termina mandando ela parar antes de escrever, porque máquina com pressa é igual a estagiário com pressa.

O comando 1, do jeito que vai para a tela

Você vai me ajudar a redigir uma contestação. Antes de escrever qualquer linha, leia o bloco abaixo e trabalhe apenas com o que está nele.

RITO E FASE
Rito:
Fase atual do processo:
Prazo que está correndo e a partir de qual ato ele começou a contar:

O QUE JÁ ESTÁ NOS AUTOS
O que a parte autora pediu, na ordem em que pediu:
Documentos que ela juntou:
Decisões já proferidas e o que cada uma decidiu:
O que eu já aleguei neste processo:

O QUE EU JÁ SEI SOBRE QUEM VAI LER
Vara e competência:
Prática que eu já vi nesse juízo:

MINHA TESE
A defesa que eu quero sustentar, em uma frase:
Matéria de defesa que precisa ser alegada agora sob pena de não voltar mais:

Confirme que leu, liste em até cinco linhas o que você entendeu do caso, e pare. Não escreva a peça ainda.

Você fala

Olha a última linha, que é a que ninguém escreve. Confirme que leu, resuma e pare. Isso te dá um ponto de conferência antes da peça existir. Se o resumo dela vier torto, você corrige ali, com duas linhas, em vez de corrigir doze páginas depois.

minuto 39

O teste das duas rodadas

Você fala

Antes do segundo comando eu quero fazer um teste com você, e presta atenção porque isso muda o jeito que você olha para essa ferramenta.

Eu vou pegar esse mesmo comando, exatamente esse, sem trocar uma vírgula, e rodar de novo numa janela nova.

[Abre a janela nova, cola e roda. Enquanto carrega, pergunta no chat o que acham que vai sair.]

Olha as duas lado a lado. Mesma entrada, saída diferente. Mudou a ordem, mudou o artigo que ela escolheu citar, mudou o que ela resolveu afirmar por conta própria.

Então guarda isso comigo. Comando não é receita de bolo que você salva uma vez e usa para sempre, porque a mesma entrada não devolve a mesma saída. E se a saída muda mesmo quando a entrada é igual, você nunca vai saber qual das versões apareceu na sua tela justamente no dia em que o prazo estava vencendo.

Isso não se resolve guardando prompt. Isso se resolve conferindo.

[Se as duas saídas vierem muito parecidas, não force. Aponta as diferenças pequenas, que sempre existem, e diz que às vezes sai parecido mesmo, e que é justamente por isso que você não sabe qual das duas vai aparecer na hora que importa.]

minuto 41

Comando 2 · a trava

Você fala

Agora o segundo, que é o que impede a máquina de inventar. Cinco regras, e a quarta é a minha preferida.

O comando 2, do jeito que vai para a tela

Agora escreva a contestação, seguindo estas regras, sem exceção:

1. Use somente os fatos que estão no bloco de contexto. Se algum fato for necessário e não estiver lá, não invente: escreva FALTA DADO no lugar e siga.

2. Não cite artigo, súmula, tese ou julgado que você não consiga indicar com número e origem. Sem certeza da referência, escreva CONFERIR no lugar da citação.

3. Concentre em preliminares tudo o que só pode ser alegado nesta peça, antes de entrar no mérito.

4. Escreva no português que se fala. Sem "respeitosamente", sem "douto juízo", sem "preliminarmente requer", sem inverter a ordem da frase para parecer solene.

5. O pedido final deve dizer, em frases separadas e diretas, exatamente o que eu quero que o juízo faça.

Você fala

A quarta regra não é frescura minha. Petição não é TCC nem artigo científico. É instrumento de trabalho. E tem uma vantagem prática que pouca gente percebe, porque quando você tira o enfeite, o erro aparece. Peça enfeitada esconde furo, e é justamente por isso que tanta gente enfeita.

minuto 46

Comando 3 · a devolução

Você fala

Terceiro e último, e esse aqui é o que quase ninguém usa. Antes de eu ler a peça, eu mando ela me denunciar.

O comando 3, do jeito que vai para a tela

Antes de eu ler a peça, me entregue quatro listas, nesta ordem:

1. Todo fato que você afirmou na peça e que não estava no contexto que eu te dei.

2. Toda citação de artigo, súmula, tese ou julgado que você não conseguiu confirmar.

3. Toda matéria de defesa que, pelo rito e pela fase que eu te informei, precisaria estar nesta peça e não está.

4. Os três pontos da peça em que um juízo rigoroso bateria primeiro, e a razão de cada um.

Depois das quatro listas, me diga o que você precisaria saber sobre os autos para reduzir essas listas.

minuto 47

O fechamento do caso da abertura

Você fala

Volta comigo lá no começo da aula. Lembra da contestação bonita que perdeu aquilo que só cabia ali?

Olha a lista três que a máquina acabou de me devolver.

[Lê em voz alta o que vier na lista 3.]

Era isso. Não foi falta de conhecimento, foi falta de uma conferência que ninguém fez. E repara que quem fez a conferência agora não foi a máquina sozinha, fui eu pedindo o que eu já sabia que precisava perguntar.

[Se a lista 3 vier vazia, o argumento é o mesmo pelo outro lado: pergunta no chat quem já esqueceu alguma coisa que só cabia naquela peça, e lê duas respostas em voz alta.]

minuto 49

A Régua do Protocolo

Na tela: slide com as seis perguntas, numeradas, corpo grande, uma tela só. Este slide é o artefato que a sala vai fotografar.

Você fala

Agora a última coisa que eu prometi, e essa aqui não é comando. Isso é o que eu faço depois que a peça está pronta, com o dedo perto do botão. Eu chamo de Régua do Protocolo.

  • 1Essa é a peça certa para este momento do processo?
  • 2O que só cabe aqui e agora está aqui dentro?
  • 3Cada artigo que está citado eu abri, ou eu confiei?
  • 4Cada fato afirmado está nos autos, ou apareceu do nada?
  • 5Cada tese e cada julgado citado existe do jeito que está escrito aí?
  • 6O pedido final diz o que eu quero que o juízo faça, do jeito que ele consegue conceder?

Seis perguntas. Cabe numa tela e roda em dez minutos, mesmo em dia de prazo vencendo. E repara que nenhuma delas é sobre a máquina. Todas são sobre você, porque quem assina embaixo é você.

Toda peça passa pelo crivo do juízo. A pergunta é se ela passou pelo seu antes.

E olha uma coisa que eu vou cobrar de você daqui a pouco: essa régua confere execução. Ela não confere decisão. Guarda isso também.

Operação deste bloco
Na tela
Bloco de notas em fonte grande, com os três comandos já digitados. Você mostra um por vez e deixa cada um parado na tela tempo suficiente para a sala copiar.
Mãos
34 · Cola o comando na ferramenta e roda. Enquanto ela devolve o resumo, deixa o bloco de notas visível.
39 · Duas janelas da ferramenta, lado a lado na mesma tela, se der. Se não der, alterna entre as abas devagar, dizendo em voz alta qual é qual.
41 · Roda o comando 2 na janela onde o contexto já foi aceito. Deixa a peça sair inteira e não leia tudo. Você só precisa dela na tela para o comando 3.
49 · Deixa o slide da Régua parado por pelo menos 40 segundos, em silêncio, para a sala fotografar. Não fale por cima. Silêncio aqui é entrega.
Relógio
Minuto 34 é a hora limite do primeiro comando. Se você chegar no 36 sem ter entregue nenhum, corte a explicação e cole os três de uma vez, avisando que vai explicar depois. Se estiver atrasada no 44, corte o teste das duas rodadas, porque ele volta em uma frase dentro da oferta. Nunca corte a Régua nem o fechamento do minuto 47.
Sarah
A partir do minuto 44, garante que a pergunta sobre peça diferente apareça no chat. Se ninguém perguntar, traz uma equivalente já feita, sem inventar autor. Avisa você com o nome de quem perguntou.

Muda alguma coisa aqui?

06/12minuto 49 ao 56 · sete minutos

Quem confere

As quatro decisões que ficam com você, e a pergunta que abre o silêncio.

Você fala · a abertura

A régua te diz se a peça está de pé. Ela não te diz se era essa a peça.

Porque tem quatro coisas que ficam com você, e nenhuma ferramenta do mundo faz por você.

  • UmaQual pedido fazer. Não o pedido que cabe, o pedido que você quer que seja concedido.
  • DuasPor qual via. Duas vias legítimas para o mesmo problema, e uma delas te leva onde você quer.
  • TrêsEm que momento. A mesma peça, duas semanas antes ou depois, é outra estratégia.
  • QuatroO que você não vai pedir. E essa é a mais difícil de todas, porque exige que você abra mão de uma coisa boa em nome de uma coisa melhor.

Isso é seu. Isso é o que sobrou de humano nessa profissão, e é isso que te paga. Ninguém te paga pela peça, te pagam pela escolha que está por trás dela. E isso ninguém tira de você, nem a máquina, nem eu.

E, para você ter ideia, essa decisão de qual via seguir é a que eu mais respondo em áudio. É a que menos se resolve por escrito, porque depende de trinta detalhes que só aparecem quando alguém conta o caso.

Você fala · o silêncio do minuto 55, o pivô da aula inteira

Agora eu vou fazer uma pergunta e eu não quero resposta no chat. Responde só na sua cabeça.

Quinta-feira, seis da tarde. Prazo vencendo hoje. A peça está pronta na tela e você já rodou a régua, então a execução está de pé. Falta a decisão.

Quem lê antes de você mandar?

[Silêncio de verdade. Uns cinco segundos, e cinco segundos ao vivo parecem trinta. Não preencha.]

Quando eu comecei a advogar, essa pergunta tinha resposta. Era a sala do lado. Era o colega no corredor, era a pessoa mais velha do escritório que lia antes de assinar embaixo. Ninguém chamava isso de nada, era só como as coisas funcionavam.

Advocacia solo tirou isso da mesa. E a ferramenta não devolveu, ela fez você produzir mais rápido aquilo que continua saindo sem ninguém ler.

Operação deste bloco
Na tela
Slide com as quatro decisões, uma por linha. Sem ilustração, sem ícone.
Mãos
Nenhuma durante o silêncio. Não mexa no mouse, não troque de slide, não olhe o chat. A câmera precisa te pegar parada.
Relógio
A pergunta do silêncio precisa ser feita até o minuto 55. Se estiver atrasada, corte o detalhamento das quatro decisões pela metade, dizendo duas e nomeando as outras duas. A pergunta e o silêncio não se cortam em hipótese nenhuma.
Sarah
Silêncio total no chat durante os cinco segundos. Se alguém responder, ela não interage. Depois disso, ela prepara o recorte da pergunta guardada para você usar na virada.

Muda alguma coisa aqui?

07/12minuto 56 ao 58 · dois minutos

A virada

A pergunta guardada, a permissão de sair e o tempo declarado. É o ponto de maior evasão de qualquer evento aberto, e as quatro coisas que seguram a sala já estão embutidas na fala: a dívida paga antes, o motivo físico de não responder, a permissão de sair e o tempo declarado.

Você fala

Tem uma pergunta que apareceu aí no chat mais de uma vez e que eu segurei de propósito. Eu até avisei que ia segurar.

É a pergunta de quem quer saber o que muda no comando quando a peça é outra. Quando a vara é outra. Quando o processo está em outra fase.

Eu não consigo responder isso aqui uma por uma, e não é má vontade. Cada resposta dessas depende de um processo que eu não abri. Você daria parecer sobre caso que não leu? Não daria. Eu também não dou.

O que eu tenho é o lugar onde eu respondo isso toda semana, e é dele que eu vou falar nos próximos dez minutos. Dez, marcado no relógio.

O que eu prometi já está na sua tela. Os três comandos você copiou, a régua você fotografou. Quem quiser sair agora sai sem me dever nada, e sem eu dever nada para você.

Quem ficar vai ver a melhor parte da aula, que é a que vem depois desses dez minutos.

E tem gente aqui que já está lá dentro comigo. Vocês não precisam ouvir venda nenhuma, podem ir tomar um café. Mas se puderem ficar, fiquem, porque daqui a pouco eu vou precisar de vocês.

Operação deste bloco
Na tela
Sua câmera cheia de novo. Tire o slide. A troca de registro precisa ser visível.
Mãos
Fecha o compartilhamento de tela por dois minutos, se der. Você falando na câmera, sem apoio visual, é o que faz a sala entender que mudou de assunto sem se sentir emboscada.
Relógio
Dois minutos cravados. Se você passar de 59 aqui, a oferta encosta no consultório e o final da aula fica apertado. Se estiver atrasada, corte o parágrafo do parecer sobre caso que não leu.
Sarah
Prepara o link de pagamento para colar no chat, e só cola quando você mandar, no minuto 66. Link no chat antes da hora derruba a atenção do bloco inteiro.

Muda alguma coisa aqui?

08/12minuto 58 ao 68 · dez minutos, teto absoluto

A oferta

Primeiro as pessoas, depois o que chega, os dois planos, garantia, bônus e um link só. A ordem é gente primeiro, coisa depois, e ela não é cosmética: um lugar apresentado por itens vira catálogo, e catálogo não cobra mensalidade honesta.

minuto 58 ao 61

As pessoas

Na tela: um slide só, com o nome Expansão CPC e nada mais. Sem lista de entregáveis. A lista entra depois e menor.

Você fala

Eu vou te falar do lugar onde eu respondo isso toda semana. E eu não vou começar pelo que tem lá dentro, eu vou começar por quem tem lá dentro.

Tem eu. Uma vez por semana ao vivo, uma hora, com tema escolhido por quem está lá, e no mínimo três vezes por semana em áudio, respondendo caso de gente que advoga igual você advoga.

E tem os outros, que é a parte que ninguém conta quando fala de comunidade. Tem gente lá dentro que já fez a peça que vai cair na sua mesa na quinta. Você chega com a dúvida, e não sou só eu que respondo.

O nome disso é Expansão CPC.

[Se acontecer no seu grupo de aparecer gente se ajudando entre comarcas, conta em uma frase. Se não for a sua realidade, corta a frase inteira e não substitui por nada.]

minuto 61 ao 63

O que chega toda semana

Você fala

Agora sim, o que chega, e presta atenção que tudo isso nasce das perguntas que aparecem lá dentro.

Material e comando novo de inteligência artificial todo mês, porque a ferramenta muda. E você acabou de ver com os seus olhos que ela muda até quando a entrada é exatamente a mesma.

O que o STJ e o STF decidiram, explicado em linguagem de aplicar no processo, não em linguagem de aula.

Modelo de peça, checklist e formulário, para você não esquecer coisa no meio do caos.

E a biblioteca inteira das aulas anteriores, organizada por tema, para você achar rápido a aula da situação que você está vivendo hoje.

Eu sei que tem gente aí pensando que já tem material demais. Tem mesmo. Eu também tenho. Só que material nenhum lê a sua peça na quinta às seis da tarde, e foi por isso que eu comecei pelas pessoas.

minuto 63 ao 65

Os dois planos

Na tela: slide com as duas portas na mesma tela, lado a lado. Nunca uma depois da outra.

Você fala

Dois jeitos de entrar, e eu vou dizer os dois de uma vez, para você não ficar esperando eu melhorar a proposta. Eu não vou melhorar.

Mensal, R$ 97. Sem fidelidade, cancela quando quiser. Se você ainda não sabe se isso entra na sua rotina, entra por essa porta. Eu prefiro que você entre por ela e fique, do que entre no ano e se arrependa em março.

Anual, e a razão vem antes do número. Um lugar com gente dentro só mostra o que vale depois que você levou caso para lá algumas vezes e recebeu leitura de volta. Dois meses não dão tempo de isso acontecer o suficiente, e quem entra pensando em ficar já sabe disso.

Doze meses no mensal dão R$ 1.164. O ano fechado sai por R$ 497. Dá R$ 41,42 por mês, e menos de R$ 1,40 por dia de acesso.

E eu não vou comparar isso com nada do meu catálogo, nem com curso de ninguém. Compara com a peça do começo da aula, aquela que estava bonita e perdeu o que só cabia ali. Compara com o custo de refazer uma peça inteira, ou com o custo de explicar para o seu cliente por que aquilo não voltou mais.

Falei de preço uma vez. Agora eu sigo.

minuto 65 ao 66

A garantia

Você fala

Sete dias por minha conta. Você entra, olha tudo, leva uma dúvida de verdade e vê como eu respondo. Se não for para você, pede o dinheiro de volta e a gente continua se falando no Instagram do mesmo jeito.

minuto 66 ao 68

Os bônus e a instrução

Você fala

Duas coisas para quem entrar hoje, e as duas com número que eu vou cumprir.

Quem entrar no plano anual leva catorze meses pagando doze.

E as dez primeiras pessoas que entrarem hoje me mandam uma peça, uma só, e eu devolvo em áudio o que eu faria com ela. É exatamente a segunda leitura que a gente passou a aula inteira dizendo que falta. Dez pessoas, porque dez é o que eu consigo fazer direito. Se passar de dez eu aviso aqui na hora, na frente de todo mundo.

Um link só, e ele está aparecendo aí no chat agora. Você abre, escolhe uma das duas portas na mesma página, e pronto.

[Lê o endereço em voz alta uma vez, devagar.]

E enquanto vocês entram, a Sarah separou caso de verdade que apareceu aí no chat desde o começo da aula. Primeiro caso.

Operação deste bloco
Mãos
No momento exato do link, você para de mudar slide. Aponta para o chat, lê o endereço, e já muda para a tela do consultório. Não fique olhando para o link.
Relógio
O link precisa ser dito até o minuto 68. Se você estiver no 70 e ainda não tiver dito, corte os bônus inteiros e vá direto para o link. A oferta que passa de dez minutos faz o próprio preço parecer suspeito.
Se algum dos dois bônus não estiver confirmado no dia, corte o parágrafo inteiro daquele bônus. Nenhum dos dois depende do outro para funcionar.
O terceiro bônus que estava em avaliação, o kit dos comandos organizados, ficou fora de propósito. Os comandos já foram entregues na tela para todo mundo, então oferecer o kit como recompensa de compra esvazia a entrega e ainda empurra a leitura de que o produto é um pacote de inteligência artificial, que é exatamente o enquadramento que a aula inteira existe para evitar.
Sarah
Cola o link no chat no segundo em que você disser que ele está aparecendo. Refixa a mensagem a cada três ou quatro minutos daqui até o fim. Começa a mandar boas-vindas no privado para quem entrar, e vai te passando os nomes.

Muda alguma coisa aqui?

09/12minuto 68 ao 84 · dezesseis minutos

O consultório

Três casos reais do chat respondidos ao vivo, com membros participando. Aqui a sala não ouve a descrição de uma comunidade, ela assiste a comunidade funcionando, com o preço ainda fresco na cabeça. Vale mais que qualquer depoimento, porque ninguém está contando que funciona.

o formato de cada caso, e ele se repete três vezes

Quatro passos, sempre nesta ordem

  • PrimeiroLê o caso em voz alta, literal, do jeito que a pessoa escreveu, com o primeiro nome dela. Não corrija o português de ninguém em público.
  • SegundoDevolve uma pergunta antes de responder. Sempre. É o formato que você usa lá dentro, e quem entrar na semana que vem precisa reconhecer o formato.
  • TerceiroResponde com o artigo. Vai no código na frente da sala, com Ctrl+F, do jeito que você faz.
  • QuartoFecha na falta. Não fecha no produto.

Você fala · as frases de fechamento de cada caso, e varie entre elas

Repara que isso levou dois minutos. E repara que não foi um par de olhos só.

Uma leitura a mais acabou de existir. É essa leitura que não existe na sua mesa às seis da tarde.

Olha o tanto de coisa que apareceu quando outra pessoa leu o mesmo caso.

Você fala · quando o caso já passou pelo grupo

[Chama um membro atual antes de responder, pelo primeiro nome. Este é o movimento de maior alcance da aula inteira e custa zero.]

Você já pegou uma dessas, eu sei que já. Fala primeiro, que eu completo depois.

as sete regras de condução

O que não se negocia neste bloco

  • 1Caso de processo, nunca pergunta sobre a oferta. Se alguém perguntar de plano ou pagamento, responde em uma linha e encaminha para a Sarah no privado.
  • 2Três casos de matérias diferentes. A variedade é o argumento, porque ela prova sozinha que o lugar responde o que aparecer.
  • 3Casos colhidos desde o minuto 10, nunca perguntando ao vivo quem tem dúvida. Pergunta ao vivo produz silêncio ou produz pergunta rasa.
  • 4Membro atual responde primeiro sempre que o caso já passou por lá.
  • 5Você responde no formato que usa lá dentro, com o mesmo ritmo e a mesma ida ao artigo.
  • 6Cada caso fecha na falta, nunca no produto.
  • 7Passar do horário aqui é de propósito. É o sinal de generosidade mais barato e mais eficiente que existe.
Operação deste bloco
Na tela
O caso da pessoa, colado num bloco de notas em fonte grande, com o primeiro nome de quem mandou. O CPC aberto numa aba, para você ir nele.
Relógio
Três casos, de quatro a cinco minutos cada. Se um caso passar de seis minutos, encerra ele com a frase de fechamento e vai para o próximo. Caso que estica vira aula particular e a sala sente.
Sarah
Passa os casos prontos, um de cada vez, já com o primeiro nome. Guarda o melhor caso e não entrega agora. Ele entra depois do repitch, no minuto 88. Vai anotando as objeções que aparecerem no chat durante o consultório, literais, para o repitch.

Muda alguma coisa aqui?

10/12minuto 84 ao 88 · quatro minutos, teto

O repitch

Recap de uma frase, três perguntas do chat respondidas literais, instrução de entrada. Ele existe por três razões: quem entrou atrasado não ouviu o pitch, quem estava em dúvida acabou de ver a prova viva funcionando, e este é o ponto de maior temperatura da aula inteira.

Você fala · o recap de uma frase

Deixa eu parar dois minutos, porque entrou bastante gente depois que a gente começou o consultório e o chat está com pergunta repetida.

Para quem chegou agora, uma frase: eu passei a aula mostrando o que a inteligência artificial não consegue conferir na sua peça, e o Expansão CPC é o lugar onde eu confiro isso com você toda semana. R$ 97 por mês, ou R$ 497 o ano, no mesmo link que está aí fixado.

Agora as perguntas que apareceram, e eu vou ler do jeito que vocês escreveram.

[A Sarah te manda três mensagens do chat, copiadas e coladas, com o primeiro nome de quem escreveu. Você lê a mensagem inteira em voz alta antes de responder, inclusive se estiver mal escrita ou com erro de digitação. Ler literal é exatamente o que faz não soar ensaiado, porque ninguém ensaia o erro de digitação de outra pessoa.]

[Responde no máximo três. Duas ou três frases cada, e volta. Se a pergunta for igual a uma das três de baixo, usa a resposta pronta. Se for diferente, responde curto e não desenvolve.]

Você fala · se aparecer alguma versão de “vem com os prompts?”

Vem, todo mês tem comando novo lá dentro. E você já saiu daqui hoje com três, sem pagar nada. Só que se fosse só isso eu não cobraria mensalidade, eu vendia um arquivo e ia embora. O que você paga lá é a pessoa que lê o que você fez com o comando.

Você fala · se aparecer alguma versão de “não tenho tempo de assistir mais um curso”

Ótimo, porque não é para assistir. Lá você não estuda para um dia usar, você usa enquanto estuda. É para abrir quando travar, do mesmo jeito que você abre o CPC quando trava.

Você fala · se aparecer alguma versão de “e se eu entrar e não for para mim?”

Sete dias por minha conta, e no mensal não tem fidelidade. Você entra hoje, leva uma dúvida na primeira semana e decide com a resposta na mão, em vez de decidir agora no escuro.

[Se a pergunta for sobre cartão, boleto, plataforma ou nota fiscal, responde em uma linha e manda para a Sarah no privado. Não gaste o repitch com operação.]

Você fala · a instrução e o corte

Mesmo link, uma página, dois botões. Quem já entrou, a Sarah está mandando as boas-vindas aí no privado agora.

E agora o último caso, que a Sarah guardou porque é o melhor deles.

Operação deste bloco
Na tela
O slide dos dois planos volta, uma vez só, e sai depois de dois minutos.
Mãos
Tira o slide dos planos no momento em que você disser “e agora o último caso”. A tela precisa voltar para o caso da pessoa antes de você terminar a frase.
Relógio
Quatro minutos, teto. Se você passar de cinco, o repitch vira segundo pitch e a sala desconta. Se estiver correndo, responde duas perguntas em vez de três.
Sarah
Manda as três mensagens literais, com nome. Refixa o link. Continua o privado com quem entrou.

Muda alguma coisa aqui?

11/12minuto 88 ao 92 · quatro minutos

O último caso

O melhor caso, guardado de propósito para depois do repitch.

Você fala

Esse aqui a Sarah separou lá pelo minuto vinte e me pediu para guardar, e ela tinha razão.

[Roda o mesmo formato dos outros. Lê literal, devolve uma pergunta, responde com o artigo e fecha na falta. Este pode passar de cinco minutos, porque é o último da noite.]

por que este caso fica aqui e não no consultório

A última imagem decide o indeciso

A última imagem que fica na cabeça da sala precisa ser alguém sendo respondido, e não alguém vendendo. Aula que termina no link deixa como última memória a imagem de um pitch, e é essa memória que decide o indeciso nas 48 horas seguintes.

Operação deste bloco
Na tela
O caso guardado, em fonte grande.
Relógio
Se a aula já estiver muito longa, encurta a resposta, mas não pule o caso. Ele é o que faz o encerramento existir.
Sarah
Última chamada do link no chat, sem texto de venda. Só o endereço.

Muda alguma coisa aqui?

12/12minuto 92 ao 94 · dois minutos

A saída

Volta para a peça de amanhã e para a Régua, sem cerimônia.

Você fala

Eu vou parar por aqui, porque já passou bem da hora e eu tinha prometido setenta e cinco minutos.

Amanhã você vai abrir uma peça. Roda a régua nela, as seis perguntas, do jeito que ficou na sua tela. Vai levar dez minutos e você vai achar alguma coisa. Me conta depois o que você achou, porque eu quero saber de verdade.

A única parte que eu não consigo fazer daqui é a segunda leitura da sua peça específica. Você já sabe onde eu faço isso, e o link está aí.

Foi muito bom. Boa noite, e amanhã você roda a régua.

Operação deste bloco
Na tela
Sua câmera. Tira o compartilhamento.
Mãos
Não fique parada esperando gente sair. Encerra você. Sala que se dissolve sozinha deixa sensação de fim melancólico.
Relógio
Dois minutos. Não abra pergunta nova aqui. Se alguém perguntar no chat, a Sarah responde no privado.
Sarah
Salva o chat inteiro antes de encerrar a sala. Ele é a matéria-prima das próximas 48 horas.

Muda alguma coisa aqui?

Acabou a aula

Quatro coisas eu decidi por você. Dá uma olhada e me diz se fica

A arquitetura tinha deixado quatro pontos em aberto. Eu fechei todos, e o motivo de cada escolha está abaixo. Você não precisa decidir nada estrutural para conduzir esta aula, mas se alguma dessas quatro não for do seu gosto, é agora que a gente troca. Além disso, o pitch ganhou um repitch depois do consultório e o encerramento deixou de terminar no link.

01

O caso que abre

Não existe caso documentado com fonte confirmada, e caso inventado é a única coisa que destruiria a aula inteira em trinta segundos. A abertura foi escrita como padrão de erro composto, do tipo que se repete e que você reconhece de longe, redigida de forma que funciona sem número de processo, sem nome de parte e sem resultado atribuído a ninguém.

O padrão escolhido é a peça de resposta bem escrita que perde aquilo que só cabia ali. Ele entrou por três razões.

  • Aparece muito antes de existir inteligência artificial, então não vira aula de tecnologia
  • É de rito, e não de mérito, que é exatamente o território dela
  • Casa com a demonstração, porque o terceiro comando do bloco 5 pega esse detalhe e fecha o loop no minuto 47

Se você tiver um caso seu para contar aqui, troca por ele e mantém a estrutura: o que estava certo, o que faltou, e quem não leu antes de sair. A estrutura é o que faz o bloco funcionar, o caso é intercambiável.

Muda alguma coisa aqui?

02

A peça da demonstração

Cravado · a contestação

A peça da demonstração é a contestação, do tipo que só existe depois que a outra parte falou. O motivo é que nela a ausência dos autos aparece em dois segundos. A máquina não leu o que a outra parte alegou, não sabe o que já foi decidido e não sabe o que já precluiu, então ela preenche. Ver a máquina preencher é a tese inteira da aula numa cena só.

Se você preferir rodar impugnação ou embargos, a estrutura do bloco 3 e do bloco 5 continua idêntica. Só não troque para petição inicial, porque na inicial a máquina acerta mais e o flagra perde força.

Muda alguma coisa aqui?

03

O comando que parou de funcionar

Esse momento foi reescrito para não depender de exemplo histórico. Afirmar que um comando específico parou de entregar o mesmo resultado quando o modelo mudou exigiria um dado que ninguém tem documentado, e dado sem fonte não entra.

No lugar entrou uma coisa melhor, porque ela acontece ao vivo e a sala confere com os próprios olhos. É o teste das duas rodadas. Você roda o mesmo comando duas vezes, sem trocar uma vírgula, e mostra as duas saídas lado a lado. Elas saem diferentes. Está no minuto 39 e sustenta o mesmo argumento com prova em vez de anedota.

Muda alguma coisa aqui?

04

O nome do critério de revisão

Três nomes foram avaliados. O escolhido está cravado no roteiro e aparece no minuto 49.

NomeRacionalVeredito
A Régua do Protocolo Casa com o nome do evento sem repetir. A Hora do Protocolo é o minuto, a Régua é o que você roda dentro desse minuto. Vira verbo na boca da sala (“rodei a régua”), cabe numa tela e é fácil de citar em post depois Cravado
O Crivo Já foi plantado na página de captação, no fecho que diz que toda peça passa pelo crivo do juízo e pergunta se passou pelo seu antes. Palavra forte e de uma sílaba só Reserva. Sozinha a palavra não diz o que faz, e precisaria de subtítulo toda vez. Segue viva como frase de fechamento do bloco 5
A Segunda Leitura O nome mais bonito dos três e o mais perigoso. Se o artefato se chama segunda leitura, a pessoa sai da aula achando que recebeu em PDF a segunda pessoa que ela não tem, e a conclusão que sustenta a assinatura morre ali Descartado por essa razão

A Régua é entregue inteira, sem reserva, e é honesta a respeito do próprio limite: ela confere execução e não confere decisão. Essa frase está escrita no minuto 49 e é ela que arma o bloco 6.

Muda alguma coisa aqui?

Para terminar

Escreve aqui o que não coube nos blocos

Uma frase que você quer trocar, um caso seu que vale mais que o do roteiro, uma dúvida sobre o pitch, uma ordem que você prefere inverter. Esta folha é maior de propósito, e o que você escrever aqui volta para mim.

O recado da professora

Acabou a leitura. O que vem abaixo não é para hoje: é o material que você abre no dia da aula, com a colinha de uma tela, os comandos prontos para copiar e o que preparar antes.

No dia 12, abra por aqui

Para o dia 12

Daqui para baixo é material de operação, não é leitura

A colinha de uma tela, os três comandos prontos para copiar, o que preparar antes e o que fazer se a aula descarrilar. Abra isto no dia, numa segunda tela ou impresso. Passar do horário no consultório é planejado: os 75 minutos são a promessa da página, e tudo que vier depois deles é generosidade visível.

A colinha de uma tela

Deixa esta tabela aberta numa segunda tela. Ela é o roteiro inteiro reduzido a uma tela.

MinBlocoA frase que abreNão esqueça
00O caso“Sete horas. Vou começar.”Fecha em “ninguém leu antes de sair”
05O combinado“Deixa eu te dizer o que acontece nos próximos setenta minutos”Avisa que os comandos entram no 34
07O flagra“Olha o comando que eu acabei de colar”Elogia a peça antes de dissecar
18O momento“Eu não achei esses erros sozinha. A gente achou junto”Faz a pergunta e não responde
21As três perguntas“Eu quero tirar um peso das suas costas”Autos, juízo, fase. Impossíveis, não difíceis
30Já tenho material“Material nenhum abre os seus autos”Colhe a objeção como conteúdo
34Comando 1“Antes de eu explicar qualquer coisa, toma o primeiro”Deixa parado na tela para copiar
39Duas rodadas“Mesmo comando, sem trocar uma vírgula”Isso não se resolve guardando prompt
41Comando 2“Cinco regras, e a quarta é a minha preferida”Sem respeitosamente, sem douto juízo
46Comando 3“Antes de eu ler a peça, eu mando ela me denunciar”A lista 3 fecha o caso da abertura
47Fecha o loop“Volta comigo lá no começo da aula”Era isso que faltava naquela peça
49A Régua“Eu chamo de Régua do Protocolo”40 segundos de silêncio para fotografar
51As decisões“A régua confere execução, não confere decisão”Pedido, via, momento, e o que não pedir
55O silêncio“Quem lê antes de você mandar?”Cinco segundos parada. Não preencha
56A virada“Eu segurei essa pergunta de propósito”Dez minutos declarados e permissão de sair
58As pessoas“Não vou começar pelo que tem, vou começar por quem tem”Gente primeiro, sempre
61O que chega“Tudo isso nasce das perguntas que aparecem lá dentro”Material nenhum lê a sua peça na quinta
63Os planos“Eu vou dizer os dois de uma vez”R$ 97 · R$ 497 · R$ 41,42 · R$ 1,40 por dia
65A garantia“Sete dias por minha conta”Sem cerimônia
66Bônus e link“Duas coisas para quem entrar hoje”Um link só, dito uma vez, e corta pro caso
68O consultório“Primeiro caso”Membro responde antes de você quando der
84O repitch“Deixa eu parar dois minutos”Lê a mensagem do chat literal
88O último caso“Esse aqui a Sarah guardou”Fecha na falta
92A saída“Amanhã você roda a régua”Não termina no link

Os três comandos, prontos para copiar

São os mesmos do bloco 5, agora com o botão de copiar. Cola direto na ferramenta.

Comando 1 · o contexto · minuto 34

Você vai me ajudar a redigir uma contestação. Antes de escrever qualquer linha, leia o bloco abaixo e trabalhe apenas com o que está nele.

RITO E FASE
Rito:
Fase atual do processo:
Prazo que está correndo e a partir de qual ato ele começou a contar:

O QUE JÁ ESTÁ NOS AUTOS
O que a parte autora pediu, na ordem em que pediu:
Documentos que ela juntou:
Decisões já proferidas e o que cada uma decidiu:
O que eu já aleguei neste processo:

O QUE EU JÁ SEI SOBRE QUEM VAI LER
Vara e competência:
Prática que eu já vi nesse juízo:

MINHA TESE
A defesa que eu quero sustentar, em uma frase:
Matéria de defesa que precisa ser alegada agora sob pena de não voltar mais:

Confirme que leu, liste em até cinco linhas o que você entendeu do caso, e pare. Não escreva a peça ainda.

Comando 2 · a trava · minuto 41

Agora escreva a contestação, seguindo estas regras, sem exceção:

1. Use somente os fatos que estão no bloco de contexto. Se algum fato for necessário e não estiver lá, não invente: escreva FALTA DADO no lugar e siga.

2. Não cite artigo, súmula, tese ou julgado que você não consiga indicar com número e origem. Sem certeza da referência, escreva CONFERIR no lugar da citação.

3. Concentre em preliminares tudo o que só pode ser alegado nesta peça, antes de entrar no mérito.

4. Escreva no português que se fala. Sem "respeitosamente", sem "douto juízo", sem "preliminarmente requer", sem inverter a ordem da frase para parecer solene.

5. O pedido final deve dizer, em frases separadas e diretas, exatamente o que eu quero que o juízo faça.

Comando 3 · a devolução · minuto 46

Antes de eu ler a peça, me entregue quatro listas, nesta ordem:

1. Todo fato que você afirmou na peça e que não estava no contexto que eu te dei.

2. Toda citação de artigo, súmula, tese ou julgado que você não conseguiu confirmar.

3. Toda matéria de defesa que, pelo rito e pela fase que eu te informei, precisaria estar nesta peça e não está.

4. Os três pontos da peça em que um juízo rigoroso bateria primeiro, e a razão de cada um.

Depois das quatro listas, me diga o que você precisaria saber sobre os autos para reduzir essas listas.

O que preparar antes

Até três dias antespreparo
  • O resumo do caso da demonstração, com nome, número, valor e data trocados. De 10 a 15 linhas, o suficiente para a máquina ter o que responder e pouco o bastante para ela ter que inventar o resto.

  • Os três comandos digitados num bloco de notas, fonte 20 ou maior, cada um separado por uma linha em branco.

  • O slide da Régua do Protocolo, seis perguntas numeradas, uma tela só, corpo grande.

  • O slide das quatro decisões e o slide dos dois planos.

  • Rodar o comando 1 e o comando 2 uma vez, em casa, com o resumo real que você vai usar. Não para decorar a saída, e sim para saber quanto tempo a ferramenta demora no seu computador.

  • Confirmar com dois ou três membros atuais que eles estarão na sala e topam responder um caso no consultório.

No dia, até uma hora antesmontagem
  • Link de pagamento aberto e testado no celular e no computador, com os dois planos na mesma página.

  • Duas janelas da ferramenta abertas e logadas, em contas ou perfis separados, para o teste das duas rodadas.

  • O CPC do Planalto aberto numa aba.

  • Bloco de notas dos comandos aberto.

  • Zoom do navegador em 150%, e confere no celular se dá para ler.

  • Notificação desligada no computador inteiro.

Dez minutos antesúltima conferida
  • Compartilhamento de tela testado, com uma pessoa confirmando que enxerga o texto.

  • Sarah dentro da sala, com a mensagem fixada pronta e o link já copiado.

  • Este roteiro aberto na segunda tela, ou impresso.

  • Água ao lado.

Falta alguma coisa nesta lista?

Os três momentos em que a aula pode descarrilar

Cada um com o sinal que aparece antes e o jeito de voltar.

Cenário 1

A ferramenta trava, ou a saída sai boa demais

Quando acontece
No bloco 3, entre o minuto 09 e o 14.
O sinal
A saída demorar mais de 90 segundos, ou sair tão redonda que você não acha erro grosso para marcar.
Como voltar
Se travou, você não espera calada: enquanto carrega, conta o que espera que apareça e por quê, e isso já é conteúdo. Se travou de vez, abre a segunda janela e roda de novo, dizendo em voz alta que isso também é informação sobre a ferramenta.

Se saiu boa demais, o roteiro não muda, muda o alvo. Você para de caçar erro grosso e vai para o Ponto 1 da marcação, que é o fato que a máquina inventou. Esse sempre aparece, porque ela não tem os autos e precisa preencher. E aí a fala é ainda mais forte.

Você fala

Olha que interessante. Essa peça está boa. Está melhor do que muita coisa que eu já vi protocolada. E é exatamente por isso que ela é perigosa, porque tudo que está errado aqui dentro está errado de um jeito bonito.

Cenário 2

O consultório sem matéria-prima

Quando acontece
No minuto 68, quando você pede o primeiro caso.
O sinal
Aparece bem antes: se lá pelo minuto 40 a Sarah ainda não tiver dois casos bons separados, o bloco 9 está em risco.
Como voltar
A Sarah avisa você por mensagem no privado até o minuto 45. A partir daí, você planta o pedido dentro do conteúdo, sem parecer que está implorando pergunta.

Você fala

Se você está com uma peça travada aí agora, joga o caso no chat em três linhas. Rito, o que a outra parte pediu, e onde você travou. Eu respondo no fim.

Se mesmo assim não vier caso bom, o consultório roda com dois casos em vez de três, e um deles é uma pergunta que a Sarah traz de mensagens já recebidas, apresentada como tal, sem inventar autor. Dois casos bem respondidos valem mais que quatro rasos.

Cenário 3

A sala esvazia na virada, ou alguém ataca no chat

Quando acontece
Entre o minuto 56 e o 60.
O sinal
O contador de participantes caindo rápido, ou uma mensagem do tipo “sabia que ia dar em venda”.
Como voltar
Queda de participantes na virada é esperada e não se combate. A sala que fica é a que interessa, e a pior reação possível é você acelerar ou pedir desculpa. Siga no mesmo ritmo.

Se aparecer ataque no chat, não ignore e não brigue. Lê em voz alta e responde de frente, uma vez só, sem defensiva.

Você fala

Alguém escreveu aqui que sabia que ia dar em venda. Sabia mesmo, eu avisei na inscrição que no fim eu ia mostrar onde a gente continua resolvendo dúvida junto. O que eu prometi está na sua tela e é seu, tenha você comprado alguma coisa ou não. Os dez minutos que eu pedi são estes, e depois deles eu volto a responder caso.

[Depois dessa resposta, siga. Não volte ao assunto, não peça aprovação da sala e não pergunte se ficou claro. A sala já decidiu, e quem ficou ficou porque quis.]

Tem outro risco que você enxerga?