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01/12 O caso MEIOoferta no 58 As duas

Versão MEIO · oferta no minuto 58

Vanna, aqui você escreve as suas palavras

Cada bloco diz o que trazer e o que não pode faltar. Como dizer, quem escreve é você.

  • O que éA aula de 12 de agosto em doze blocos
  • O que eu precisoQue você escreva as suas palavras em cada bloco
  • Cada bloco temO que trazer, os pontos, e o espaço que é seu
  • A fala prontaContinua aqui, guardada. Abre se travar
Começar pelo bloco 1

As suas palavras salvam sozinhas e não aparecem na outra versão. O material do dia 12 fica no fim.

O relógio inteiro

Onde cada bloco entra, do minuto 00 ao fim

Passar do horário no consultório é planejado. Os setenta e cinco minutos são a promessa da página, e tudo que vier depois deles é generosidade visível.

MinutoBlocoO que acontece
00 ao 050 · O casoAbre pelo padrão de erro, sem saudação e sem currículo
05 ao 070.5 · O combinadoO contrato dos setenta minutos e a credencial em uma linha
07 ao 211 · O flagraComando genérico rodado na tela, leitura da saída, marcação dos erros com a sala junto
21 ao 322 · As três perguntasO que a máquina não tem como saber, e por que a resposta soa correta assim mesmo
32 ao 493 · O jeito certoOs três comandos por escrito, o teste das duas rodadas e a Régua do Protocolo
49 ao 564 · Quem confereAs quatro decisões que ficam com você, e a pergunta que abre o silêncio
56 ao 58A viradaA pergunta guardada, a permissão de sair e o tempo declarado
58 ao 685 · A ofertaPrimeiro as pessoas, depois o que chega, os dois planos, garantia, bônus e um link só
68 ao 846 · O consultórioTrês casos reais do chat respondidos na hora, com membros participando
84 ao 88O repitchRecap de uma frase, três perguntas do chat respondidas literais, instrução de entrada
88 ao 92O último casoO melhor caso, guardado de propósito para depois do repitch
92 ao 94A saídaVolta para a peça de amanhã e para a Régua, sem cerimônia

01/12minuto 00 ao 05 · cinco minutos

O caso

Tirar a máquina da gaveta de produtividade e botar na gaveta de risco processual, antes de qualquer apresentação sua.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

  1. 01Avisar que começou. Uma frase de relógio, sem saudação e sem espera. Quem chegou está dentro, quem não chegou perdeu
  2. 02Anunciar que o caso é padrão, não fofoca. Você não vai citar processo nem parte, porque o que interessa é o desenho que a sala reconhece
  3. 03Descrever a peça pelo que ela tem de bom antes de dizer o que faltou. Bem escrita, mérito defendido, artigo em tudo quanto é parágrafo. A sala precisa achar bom
  4. 04Nomear o que faltou e dizer que não volta. O que só cabia ali e não foi, não volta na réplica, não volta em memoriais, não volta em recurso. Aqui entra o artigo
  5. 05Tirar a culpa da técnica e botar na conferência. Quem escreveu sabia processo civil, e a peça prova. O que não teve foi alguém lendo aquilo antes de sair
  6. 06Encostar a ferramenta na história sem culpá-la. Ela não criou o erro, encurtou o caminho até ele, porque o tempo de escrever era tempo de conferir sem você perceber
  7. 07Abrir o loop. Avisar que a gente volta nessa cena lá pelo minuto quarenta e sete, quando um dos comandos pegar exatamente esse detalhe

As suas palavras bloco 01

Escreva aqui as cinco ou seis palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Palavra solta, não frase pronta.

Se você quiser ver como eu diria

Sete horas. Vou começar.

Eu quero abrir com uma cena que eu vejo se repetir há muito mais tempo do que existe inteligência artificial. Não vou citar número de processo nem nome de ninguém, porque o que interessa aqui é o padrão, e o padrão você vai reconhecer.

Uma contestação bonita. Bem escrita, bem dividida, com o mérito defendido ponto por ponto e artigo citado em tudo quanto é parágrafo. Quem bate o olho naquilo vê trabalho caprichado, e é trabalho caprichado mesmo.

Só que faltou lá dentro uma coisa que só cabia ali. E o que só cabia ali e não foi, não volta. Não volta na réplica, não volta em memoriais, não volta em recurso. Dá uma lidinha no 336 e no 342, está escrito com todas as letras, eu não inventei.

Presta atenção no que eu não disse. Eu não disse que quem escreveu aquilo não sabia processo civil. Sabia, e a peça prova. O mérito está lá, a técnica está lá, o português está lá. O que não teve foi alguém lendo aquilo antes de sair.

E é aqui que a ferramenta entra na história, porque ela não criou esse erro. Ela encurtou o caminho até ele. Antes a peça saía devagar, e o tempo de escrever já era tempo de conferir sem você perceber que estava conferindo. Hoje a peça sai pronta em quatro minutos, aquele tempo sumiu, e a conferência sumiu junto.

Guarda essa cena, porque a gente volta nela lá pelo minuto quarenta e sete, quando um dos comandos que eu vou te entregar pegar exatamente esse detalhe.

Operação deste bloco
Mãos
Nenhuma. Não abra ferramenta, não mude de aba, não suba slide com texto.
Relógio
No minuto 03 a frase sobre ninguém ter lido antes de sair já precisa ter saído da sua boca.
Se atrasar
Passando de 05 ainda na cena, corta o parágrafo da ferramenta e vai direto para o combinado. Ele reaparece no bloco 2.
Sarah
Solta a mensagem de sala aberta. Não abre enquete, não pede apresentação no chat, não pergunta de onde a pessoa é. Sala fria com pergunta social no começo esvazia.

02/12minuto 05 ao 07 · dois minutos

O combinado

Comprar atenção com uma promessa que a pessoa consegue conferir sozinha, e dizer quem você é sem parecer currículo.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

  1. 01Dizer o que acontece nos próximos setenta minutos, na ordem, sem enfeite. Sala às cegas evade
  2. 02Prometer o primeiro comando com hora marcada. A partir do minuto trinta e quatro, e você avisa quando cada um entrar
  3. 03Descrever a Régua pelo tamanho, não pelo conceito. Seis perguntas, cabe numa tela, roda em dez minutos num dia com prazo correndo
  4. 04A credencial em uma linha só, em tom de conversa: vinte e cinco anos de Processo Civil em universidade pública, primeiro lugar no concurso da UEMA, vinte e seis anos de contencioso cível
  5. 05A sua posição sobre a ferramenta, dita agora e não depois. Você escreve as suas peças com ela e isso não significa que ela escreva por você. Ela auxilia, e existe diferença abissal entre auxiliar e advogar
  6. 06O pedido operacional. Quem separou uma peça deixa ela aberta do lado, e dúvida específica vai no chat a qualquer hora, que a Sarah separa e você responde no fim

As suas palavras bloco 02

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

Agora que você viu onde a gente vai mexer, deixa eu te dizer o que acontece nos próximos setenta minutos, porque eu não gosto de deixar sala às cegas.

Eu vou abrir a ferramenta aqui na sua frente e rodar o comando genérico, aquele que quase toda a advocacia usa. A peça vai sair, vai parecer boa, e é aí que a gente começa a dissecar junto.

Depois eu te mostro as três perguntas que a máquina não tem como acertar, por melhor que seja o seu comando.

Aí eu rodo os meus comandos, e eles vão aparecer escritos na tela, inteiros, do jeito que eu uso. A partir do minuto trinta e quatro, e eu vou avisando quando cada um entrar.

E no fim eu te entrego a Régua do Protocolo, que é a conferência que eu faço com a peça pronta e o dedo perto do botão. Seis perguntas, cabe numa tela, roda em dez minutos num dia com prazo correndo.

Para quem está me vendo pela primeira vez hoje, eu sou a Vanna. Ensino Processo Civil há mais de vinte e cinco anos numa universidade pública, passei em primeiro lugar no concurso da UEMA, e advogo no contencioso cível há vinte e seis anos. Eu escrevo as minhas peças com inteligência artificial, e isso não significa que ela escreva por mim. Ela auxilia. Tem uma diferença abissal entre auxiliar e advogar.

Se você separou uma peça sua, deixa ela aberta do lado. E se você tiver uma dúvida específica, joga no chat a qualquer momento, que a Sarah está separando e eu respondo no fim.

Operação deste bloco
Mãos
Compartilha a tela agora e deixa compartilhada até o fim. Sobe o slide das quatro linhas. Confere no chat se alguém reclama de tamanho de fonte antes de seguir.
Relógio
Dois minutos, teto.
Se atrasar
Chegando no 08 ainda no combinado, corta a credencial inteira. Ela volta sozinha no bloco 2, quando você mostrar que sabe o que a máquina não sabe.
Sarah
Fixa a mensagem avisando que dúvida pode ser mandada a qualquer hora e será respondida no fim. A partir daqui ela já começa a separar.

03/12minuto 07 ao 21 · catorze minutos

O flagra

Trocar desconfiança abstrata por evidência na tela, e fazer a sala viver a segunda leitura sem perceber que viveu.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

  1. 01Mostrar o comando genérico e admitir que você também já fez assim. Isso tira a vergonha da sala e libera o chat
  2. 02Ler os dois ou três primeiros parágrafos da saída em voz alta sem comentar nada. De quarenta a sessenta segundos. A sala precisa achar que está bom
  3. 03Elogiar a peça antes da faca. Está bem escrita, tem preliminar, tem mérito, tem pedido. Se alguém dissesse que passou a tarde escrevendo, você acreditaria
  4. 04Reler como quem vai assinar embaixo, e marcar um ponto de cada vez, lendo o trecho, dizendo o que está errado e indo no artigo quando couber. Três pontos bem marcados valem mais que cinco corridos
  5. 05Perguntar ao chat, a cada ponto, quem já mandou uma dessas. A resposta do chat é matéria-prima do consultório
  6. 06O momento do minuto 18, que é o ponto mais forte da aula inteira. Parar tudo e nomear o que acabou de acontecer: você não achou os erros sozinha, a sala achou junto, e tem gente apontando coisa que você ainda nem tinha visto
  7. 07Fazer a pergunta e não responder. Quinta-feira, seis da tarde, peça pronta e prazo vencendo hoje. Quem estava olhando junto com você? Deixa no ar e segue
  8. 08Reancorar o loop dos comandos com hora. Eles entram daqui a catorze minutos, em três partes, porque cada um resolve uma coisa diferente

Os cinco pontos de marcação, na ordem de busca

PontoO que procurar
Ponto 1Fato que você não deu e apareceu na peça. Procure primeiro por data, valor e nome de documento
Ponto 2Artigo citado de um jeito que não confere, ou citado no atacado, sem dizer o inciso
Ponto 3Matéria que só cabe nesta peça e não apareceu, ou apareceu depois do mérito
Ponto 4Pedido final que não pede o que precisa ser pedido, ou pede coisa que o juízo não tem como conceder
Ponto 5Tese, súmula ou julgado citado sem referência conferível

As suas palavras bloco 03

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

Vamos ao que interessa. Eu tenho aqui o resumo de um caso, com nome e número trocados, e vou pedir uma contestação do jeito que a maioria pede.

Olha o comando que eu acabei de colar. Elabore uma contestação para o caso a seguir. É isso que você faz, ou estou mentindo? Fala no chat sem vergonha, porque eu também já fiz isso.

E depois que a saída aparece:

Beleza. Isso aqui está bom, gente. Sério. Está bem escrito, está organizado, tem preliminar, tem mérito, tem pedido. Se você me mostrasse isso e dissesse que passou a tarde escrevendo, eu ia acreditar.

Agora vem comigo, porque a gente vai ler de novo. E dessa vez a gente lê como quem vai assinar embaixo.

No minuto 18:

Para tudo um segundo. Olha o que acabou de acontecer aqui, porque isso é mais importante do que qualquer erro que a gente marcou.

Eu não achei esses erros sozinha. A gente achou junto. Levou uns dois minutos, e tem gente no chat apontando coisa que eu ainda nem tinha visto.

Agora pensa na sua quinta-feira. Seis da tarde, a peça pronta na tela, o prazo vencendo hoje. Quem estava olhando junto com você?

Segura essa pergunta, que ela volta no fim.

E no minuto 20:

E olha, ler peça de outra pessoa é o que eu mais faço na minha semana. É a parte que eu mais gosto e é a que mais dá trabalho.

Os comandos entram daqui a catorze minutos, e vêm em três partes, porque cada um resolve uma coisa diferente. Fica comigo até lá.

Operação deste bloco
Mãos
Marque de verdade: selecione o trecho, aumente o zoom se precisar, abra o CPC na aba ao lado quando citar artigo e use o Ctrl mais F na frente da sala. Isso é seu, faz.
Relógio
No minuto 12 a saída já tem que estar na tela e você já tem que estar lendo em voz alta. No minuto 16 já tem que ter dois pontos marcados.
Se atrasar
Corte pontos de marcação. Nunca corte o momento do minuto 18, porque a aula inteira usa ele depois.
Sarah
Triagem para valer. Separa casos variados, resolvíveis em dois minutos, de matérias diferentes. Marca quem no chat já assina, porque essas pessoas vão ser chamadas no consultório. Sinaliza quando alguém escrever algo que sirva de reforço.

04/12minuto 21 ao 32 · onze minutos

As três perguntas

Tirar a culpa da pessoa e botar na estrutura, instalando o mecanismo que sustenta o resto da aula.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

  1. 01Tirar o peso das costas de quem acha que errou no comando. Não errou, e três páginas de comando não mudariam
  2. 02A primeira pergunta. O que já aconteceu nos autos: o que a outra parte alegou, o que já foi decidido, o que já precluiu, o que você mesma já falou naquele processo
  3. 03A segunda pergunta. Quem vai ler isso: qual vara, qual competência, o que aquele juízo costuma exigir e o que costuma indeferir
  4. 04A terceira pergunta. Em que fase o processo está, porque a mesma tese na fase errada vira outra coisa
  5. 05A virada de palavra que muda tudo. Para a máquina essas perguntas não são difíceis, são impossíveis. Ela não tem os seus autos, não conhece o seu juízo e não sabe a sua fase
  6. 06Explicar por que ela responde assim mesmo. O trabalho dela é completar texto de um jeito que soe correto, e soar correto não é a mesma coisa que estar correto
  7. 07A caçada na tela. Voltar na saída genérica e mostrar um trecho em que ela respondeu uma das três sem ter como saber. De sessenta a noventa segundos
  8. 08A colheita do minuto 30, que é onde a objeção do material morre. Material resolve o que já está estabilizado. Material nenhum abre os seus autos, e quem também não tem os seus autos é todo mundo que poderia te responder. A sua dúvida específica não tem endereço

As suas palavras bloco 04

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

Agora eu quero tirar um peso das suas costas, porque tem gente aí achando que errou no comando. Você não errou. E nem se você escrevesse três páginas de comando ia mudar, porque o problema não está no tamanho do pedido.

Pensa comigo. Toda peça de resposta que presta responde três perguntas antes da primeira linha.

A primeira. O que já aconteceu nos autos? O que a outra parte alegou, o que já foi decidido, o que já precluiu, o que eu mesma já falei neste processo.

A segunda. Quem vai ler isso? Qual vara, qual competência, o que aquele juízo costuma exigir e o que ele costuma indeferir.

A terceira. Em que fase esse processo está? Porque a mesma tese, na fase errada, vira outra coisa.

Agora presta bem atenção numa coisa. Essas três perguntas não são difíceis para a máquina. Elas são impossíveis. Ela não tem acesso aos seus autos, não conhece o seu juízo e não sabe em que fase o seu processo está.

E ela responde assim mesmo. Responde bonito, com parágrafo bem construído e artigo no lugar certo, porque o trabalho dela é completar texto de um jeito que soe correto. Soar correto e estar correto são coisas diferentes, e a diferença mora justamente nas três perguntas que ela não pode responder.

E na colheita do minuto 30:

Essa pergunta que eu acabei de responder chega na minha caixa toda semana, vinda de gente diferente, sempre com o mesmo desenho.

E aqui eu vou dizer uma coisa que talvez você não espere de quem passa o dia produzindo material. Material resolve o que já está estabilizado. A estrutura da peça, a teoria do recurso, o rito. Isso um bom material resolve e resolve bem.

Só que material nenhum abre os seus autos. A máquina não tem os seus autos, e quem também não tem os seus autos é todo mundo que poderia te responder, porque ninguém está dentro do seu caso. A sua dúvida específica não tem endereço.

Operação deste bloco
Mãos
Uma aba com a saída genérica, uma aba com o CPC. Volte fisicamente na saída quando citar exemplo, porque a sala precisa ver o texto que você está criticando.
Relógio
No minuto 27 as três perguntas já precisam estar ditas.
Se atrasar
Corte a caçada na tela e vá direto para a colheita do minuto 30, que é a que trabalha a objeção de já ter material.
Sarah
Continua triando. A partir daqui ela já deve ter dois casos separados. Se o chat pedir os comandos, ela responde com o minuto exato em que eles entram.

05/12minuto 32 ao 49 · dezessete minutos

O jeito certo

Pagar a promessa da página inteira e botar na mão da pessoa um objeto que funciona, na ordem invertida: primeiro o objeto, depois a explicação.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

Minuto 34 · Comando 1 · o contexto

  1. 01Entregar antes de explicar. O comando aparece inteiro na tela e fica parado o tempo necessário para copiar. Não é resumo e não é amostra
  2. 02Dizer o que ele faz em uma frase. Entrega para a máquina o que ela não tem: os autos, o juízo e a fase
  3. 03Chamar atenção para a última linha, que é a que ninguém escreve. Confirme que leu, resuma em cinco linhas e pare. Isso te dá um ponto de conferência antes da peça existir, e corrigir duas linhas é diferente de corrigir doze páginas

Minuto 39 · O teste das duas rodadas

  1. 04Rodar o mesmo comando de novo, sem trocar uma vírgula, numa janela nova. Perguntar no chat o que acham que vai sair enquanto carrega
  2. 05Mostrar as duas saídas lado a lado e apontar o que mudou. A ordem, o artigo escolhido, o que ela resolveu afirmar por conta própria
  3. 06Cravar a conclusão. Comando não é receita de bolo que se salva uma vez e usa para sempre, e se a saída muda com a entrada igual, você nunca vai saber qual versão apareceu na tela justamente no dia do prazo. Isso não se resolve guardando prompt, se resolve conferindo

Minuto 41 · Comando 2 · a trava

  1. 07Entregar as cinco regras e defender a quarta. Petição não é TCC nem artigo científico, é instrumento de trabalho. E quando você tira o enfeite, o erro aparece, que é justamente por isso que tanta gente enfeita

Minuto 46 · Comando 3 · a devolução

  1. 08Explicar em uma frase o que quase ninguém faz. Antes de ler a peça, você manda ela te denunciar
  2. 09Ler em voz alta a lista 3 que voltar e amarrar na cena da abertura: era isso que faltava naquela peça bonita. Não foi falta de conhecimento, foi falta de uma conferência que ninguém fez
  3. 10Dizer quem fez a conferência. Não foi a máquina sozinha, foi você pedindo o que já sabia que precisava perguntar

Minuto 49 · A Régua do Protocolo

  1. 11Avisar que isso não é comando. É o que você faz com a peça pronta e o dedo perto do botão
  2. 12Ler as seis perguntas devagar e deixar o slide parado em silêncio para a sala fotografar
  3. 13Nomear o que a Régua não faz. Nenhuma das seis é sobre a máquina, todas são sobre você, porque quem assina embaixo é você. E ela confere execução, não confere decisão

Os três comandos, íntegros

Comando 1 · o contexto · minuto 34

Você vai me ajudar a redigir uma contestação. Antes de escrever qualquer linha, leia o bloco abaixo e trabalhe apenas com o que está nele.

RITO E FASE
Rito:
Fase atual do processo:
Prazo que está correndo e a partir de qual ato ele começou a contar:

O QUE JÁ ESTÁ NOS AUTOS
O que a parte autora pediu, na ordem em que pediu:
Documentos que ela juntou:
Decisões já proferidas e o que cada uma decidiu:
O que eu já aleguei neste processo:

O QUE EU JÁ SEI SOBRE QUEM VAI LER
Vara e competência:
Prática que eu já vi nesse juízo:

MINHA TESE
A defesa que eu quero sustentar, em uma frase:
Matéria de defesa que precisa ser alegada agora sob pena de não voltar mais:

Confirme que leu, liste em até cinco linhas o que você entendeu do caso, e pare. Não escreva a peça ainda.

Comando 2 · a trava · minuto 41

Agora escreva a contestação, seguindo estas regras, sem exceção:

1. Use somente os fatos que estão no bloco de contexto. Se algum fato for necessário e não estiver lá, não invente: escreva FALTA DADO no lugar e siga.

2. Não cite artigo, súmula, tese ou julgado que você não consiga indicar com número e origem. Sem certeza da referência, escreva CONFERIR no lugar da citação.

3. Concentre em preliminares tudo o que só pode ser alegado nesta peça, antes de entrar no mérito.

4. Escreva no português que se fala. Sem "respeitosamente", sem "douto juízo", sem "preliminarmente requer", sem inverter a ordem da frase para parecer solene.

5. O pedido final deve dizer, em frases separadas e diretas, exatamente o que eu quero que o juízo faça.

Comando 3 · a devolução · minuto 46

Antes de eu ler a peça, me entregue quatro listas, nesta ordem:

1. Todo fato que você afirmou na peça e que não estava no contexto que eu te dei.

2. Toda citação de artigo, súmula, tese ou julgado que você não conseguiu confirmar.

3. Toda matéria de defesa que, pelo rito e pela fase que eu te informei, precisaria estar nesta peça e não está.

4. Os três pontos da peça em que um juízo rigoroso bateria primeiro, e a razão de cada um.

Depois das quatro listas, me diga o que você precisaria saber sobre os autos para reduzir essas listas.

Os mesmos três estão com botão de copiar na área do dia 12, no fim desta página.

A Régua do Protocolo, íntegra

  1. 1.Essa é a peça certa para este momento do processo?
  2. 2.O que só cabe aqui e agora está aqui dentro?
  3. 3.Cada artigo que está citado eu abri, ou eu confiei?
  4. 4.Cada fato afirmado está nos autos, ou apareceu do nada?
  5. 5.Cada tese e cada julgado citado existe do jeito que está escrito aí?
  6. 6.O pedido final diz o que eu quero que o juízo faça, do jeito que ele consegue conceder?

As suas palavras bloco 05

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

No comando 1:

Antes de eu explicar qualquer coisa, toma o primeiro. Está na tela, inteiro, e vai ficar aí o tempo que você precisar para copiar. Não é resumo e não é amostra.

Esse comando faz uma coisa só: entrega para a máquina aquilo que ela não tem. Os autos, o juízo e a fase. E termina mandando ela parar antes de escrever, porque máquina com pressa é igual a estagiário com pressa.

Olha a última linha, que é a que ninguém escreve. Confirme que leu, resuma e pare. Isso te dá um ponto de conferência antes da peça existir. Se o resumo dela vier torto, você corrige ali, com duas linhas, em vez de corrigir doze páginas depois.

No teste das duas rodadas:

Antes do segundo comando eu quero fazer um teste com você, e presta atenção porque isso muda o jeito que você olha para essa ferramenta.

Eu vou pegar esse mesmo comando, exatamente esse, sem trocar uma vírgula, e rodar de novo numa janela nova.

Olha as duas lado a lado. Mesma entrada, saída diferente. Mudou a ordem, mudou o artigo que ela escolheu citar, mudou o que ela resolveu afirmar por conta própria.

Então guarda isso comigo. Comando não é receita de bolo que você salva uma vez e usa para sempre, porque a mesma entrada não devolve a mesma saída. E se a saída muda mesmo quando a entrada é igual, você nunca vai saber qual das versões apareceu na sua tela justamente no dia em que o prazo estava vencendo.

Isso não se resolve guardando prompt. Isso se resolve conferindo.

No comando 2:

Agora o segundo, que é o que impede a máquina de inventar. Cinco regras, e a quarta é a minha preferida.

A quarta regra não é frescura minha. Petição não é TCC nem artigo científico. É instrumento de trabalho. E tem uma vantagem prática que pouca gente percebe, porque quando você tira o enfeite, o erro aparece. Peça enfeitada esconde furo, e é justamente por isso que tanta gente enfeita.

No comando 3 e no fechamento do loop:

Terceiro e último, e esse aqui é o que quase ninguém usa. Antes de eu ler a peça, eu mando ela me denunciar.

Volta comigo lá no começo da aula. Lembra da contestação bonita que perdeu aquilo que só cabia ali?

Olha a lista três que a máquina acabou de me devolver.

Era isso. Não foi falta de conhecimento, foi falta de uma conferência que ninguém fez. E repara que quem fez a conferência agora não foi a máquina sozinha, fui eu pedindo o que eu já sabia que precisava perguntar.

Na Régua:

Agora a última coisa que eu prometi, e essa aqui não é comando. Isso é o que eu faço depois que a peça está pronta, com o dedo perto do botão. Eu chamo de Régua do Protocolo.

Seis perguntas. Cabe numa tela e roda em dez minutos, mesmo em dia de prazo vencendo. E repara que nenhuma delas é sobre a máquina. Todas são sobre você, porque quem assina embaixo é você.

Toda peça passa pelo crivo do juízo. A pergunta é se ela passou pelo seu antes.

E olha uma coisa que eu vou cobrar de você daqui a pouco: essa régua confere execução. Ela não confere decisão. Guarda isso também.

Operação deste bloco
Mãos
Cola o comando 1 e roda, deixando o bloco de notas visível enquanto ela devolve. No teste das duas rodadas, duas janelas lado a lado na mesma tela, e se não couber, alterna devagar dizendo em voz alta qual é qual.
No comando 2, deixa a peça sair inteira e não leia tudo, porque você só precisa dela na tela para o comando 3. Na Régua, deixa o slide parado quarenta segundos em silêncio e não fale por cima.
Relógio
Minuto 34 é a hora limite do primeiro comando.
Se atrasar
Chegando no 36 sem ter entregue nenhum, cole os três de uma vez avisando que vai explicar depois. Atrasada no 44, corta o teste das duas rodadas, porque ele volta em uma frase dentro da oferta. Nunca corte a Régua nem o fechamento do minuto 47.
Se travar
Se a lista 3 vier vazia: o argumento é o mesmo pelo outro lado. Pergunta no chat quem já esqueceu alguma coisa que só cabia naquela peça e lê duas respostas em voz alta.
Se as duas rodadas saírem parecidas: não force. Aponta as diferenças pequenas, que sempre existem, e diz que às vezes sai parecido mesmo, e que é justamente por isso que você não sabe qual das duas vai aparecer na hora que importa.
Sarah
A partir do minuto 44, garante que a pergunta sobre peça diferente apareça no chat. Se ninguém perguntar, traz uma equivalente já feita, sem inventar autor, e te avisa com o nome de quem perguntou.

06/12minuto 49 ao 56 · sete minutos

Quem confere

Devolver orgulho profissional e encostar esse orgulho numa falta concreta, sem prometer nada.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

  1. 01Separar as duas coisas logo na primeira frase. A régua te diz se a peça está de pé, ela não te diz se era essa a peça
  2. 02Qual pedido fazer. Não o pedido que cabe, o pedido que você quer que seja concedido
  3. 03Por qual via. Duas vias legítimas para o mesmo problema, e uma delas te leva onde você quer
  4. 04Em que momento. A mesma peça, duas semanas antes ou depois, é outra estratégia
  5. 05O que você não vai pedir. A mais difícil, porque exige abrir mão de uma coisa boa em nome de uma coisa melhor
  6. 06Devolver o valor. Ninguém te paga pela peça, te pagam pela escolha que está por trás dela, e isso ninguém tira de você
  7. 07O seeding em uma frase. Essa decisão de qual via seguir é a que você mais responde em áudio, porque é a que menos se resolve por escrito
  8. 08A pergunta do minuto 55, que é o pivô da aula inteira. Quinta-feira, seis da tarde, prazo vencendo, a peça pronta e a régua já rodada. Falta a decisão. Quem lê antes de você mandar? Sem resposta no chat, só na cabeça
  9. 09O silêncio de cinco segundos, que ao vivo parecem trinta. Não preencha
  10. 10Fechar em constatação, nunca em pergunta aberta. Antes essa pergunta tinha resposta, que era a sala do lado e o colega no corredor. Advocacia solo tirou isso da mesa, e a ferramenta não devolveu, ela só fez você produzir mais rápido aquilo que continua saindo sem ninguém ler

As suas palavras bloco 06

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

A régua te diz se a peça está de pé. Ela não te diz se era essa a peça.

Porque tem quatro coisas que ficam com você, e nenhuma ferramenta do mundo faz por você.

Qual pedido fazer. Não o pedido que cabe, o pedido que você quer que seja concedido.

Por qual via. Duas vias legítimas para o mesmo problema, e uma delas te leva onde você quer.

Em que momento. A mesma peça, duas semanas antes ou depois, é outra estratégia.

O que você não vai pedir. E essa é a mais difícil de todas, porque exige que você abra mão de uma coisa boa em nome de uma coisa melhor.

Isso é seu. Isso é o que sobrou de humano nessa profissão, e é isso que te paga. Ninguém te paga pela peça, te pagam pela escolha que está por trás dela. E isso ninguém tira de você, nem a máquina, nem eu.

E, para você ter ideia, essa decisão de qual via seguir é a que eu mais respondo em áudio. É a que menos se resolve por escrito, porque depende de trinta detalhes que só aparecem quando alguém conta o caso.

Agora eu vou fazer uma pergunta e eu não quero resposta no chat. Responde só na sua cabeça.

Quinta-feira, seis da tarde. Prazo vencendo hoje. A peça está pronta na tela e você já rodou a régua, então a execução está de pé. Falta a decisão.

Quem lê antes de você mandar?

Quando eu comecei a advogar, essa pergunta tinha resposta. Era a sala do lado. Era o colega no corredor, era a pessoa mais velha do escritório que lia antes de assinar embaixo. Ninguém chamava isso de nada, era só como as coisas funcionavam.

Advocacia solo tirou isso da mesa. E a ferramenta não devolveu, ela fez você produzir mais rápido aquilo que continua saindo sem ninguém ler.

Operação deste bloco
Mãos
Nenhuma durante o silêncio. Não mexa no mouse, não troque de slide, não olhe o chat. A câmera precisa te pegar parada.
Relógio
A pergunta do silêncio precisa ser feita até o minuto 55.
Se atrasar
Corte o detalhamento das quatro decisões pela metade, dizendo duas e nomeando as outras duas. A pergunta e o silêncio não se cortam em hipótese nenhuma.
Sarah
Silêncio total no chat durante os cinco segundos. Se alguém responder, ela não interage. Depois disso, prepara o recorte da pergunta guardada para a virada.

07/12minuto 56 ao 58 · dois minutos

A virada

Trocar de registro sem quebrar o contrato do minuto 05, e fazer isso em dois minutos cravados.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

  1. 01Dizer que segurou a pergunta de propósito, e que avisou que ia segurar
  2. 02Nomear a pergunta. O que muda no comando quando a peça é outra, quando a vara é outra, quando o processo está em outra fase
  3. 03Dar o motivo físico, não o comercial. Cada resposta dessas depende de um processo que você não abriu. Você daria parecer sobre caso que não leu?
  4. 04Declarar o tempo. Dez minutos, marcado no relógio, falando do lugar onde você responde isso toda semana
  5. 05Autorizar a saída. O que foi prometido já está na tela, os comandos foram copiados e a régua foi fotografada. Quem quiser sair agora sai sem dever nada
  6. 06Prometer o que vem depois. Quem ficar vai ver a melhor parte da aula, que é a que vem depois desses dez minutos
  7. 07Dar função a quem já assina. Essas pessoas não precisam ouvir venda nenhuma, podem ir tomar um café, e se puderem ficar você vai precisar delas daqui a pouco

As suas palavras bloco 07

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

Tem uma pergunta que apareceu aí no chat mais de uma vez e que eu segurei de propósito. Eu até avisei que ia segurar.

É a pergunta de quem quer saber o que muda no comando quando a peça é outra. Quando a vara é outra. Quando o processo está em outra fase.

Eu não consigo responder isso aqui uma por uma, e não é má vontade. Cada resposta dessas depende de um processo que eu não abri. Você daria parecer sobre caso que não leu? Não daria. Eu também não dou.

O que eu tenho é o lugar onde eu respondo isso toda semana, e é dele que eu vou falar nos próximos dez minutos. Dez, marcado no relógio.

O que eu prometi já está na sua tela. Os três comandos você copiou, a régua você fotografou. Quem quiser sair agora sai sem me dever nada, e sem eu dever nada para você.

Quem ficar vai ver a melhor parte da aula, que é a que vem depois desses dez minutos.

E tem gente aqui que já está lá dentro comigo. Vocês não precisam ouvir venda nenhuma, podem ir tomar um café. Mas se puderem ficar, fiquem, porque daqui a pouco eu vou precisar de vocês.

Operação deste bloco
Mãos
Fecha o compartilhamento por dois minutos, se der. Você falando na câmera, sem apoio visual, é o que faz a sala entender que mudou de assunto sem se sentir emboscada.
Relógio
Dois minutos cravados. Passando de 59 aqui, a oferta encosta no consultório e o final fica apertado.
Se atrasar
Corte o parágrafo do parecer sobre caso que não leu.
Sarah
Prepara o link para colar no chat e só cola quando você mandar, no minuto 66. Link no chat antes da hora derruba a atenção do bloco inteiro.

08/12minuto 58 ao 68 · dez minutos

A oferta

Ligar a falta que a pessoa acabou de reconhecer a um endereço concreto, em dez minutos e sem cerimônia.

A explicação detalhada de cada movimento deste bloco, com o que acontece se cada um for cortado, está em O pitch por dentro, mais abaixo nesta mesma página. Aqui fica o que você precisa trazer e a ordem das batidas.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

  1. 01Começar por quem tem lá dentro, nunca pelo que tem. Um lugar apresentado por itens vira catálogo, e catálogo não cobra mensalidade honesta
  2. 02Você, com cadência. Uma vez por semana ao vivo, uma hora, com tema escolhido por quem está lá, e no mínimo três vezes por semana em áudio
  3. 03Os outros, que é a parte que ninguém conta. Tem gente lá dentro que já fez a peça que vai cair na sua mesa na quinta, então não é só você que responde
  4. 04Dizer o nome do lugar só depois das pessoas
  5. 05O que chega toda semana, apresentado como consequência de ter gente. Material e comando novo todo mês, porque a ferramenta muda e a sala acabou de ver isso com os próprios olhos. O que o STJ e o STF decidiram em linguagem de aplicar. Modelo, checklist e formulário. A biblioteca organizada por tema
  6. 06Colher a objeção do material aqui, em uma frase, apoiada na cena que a sala viveu: material nenhum lê a sua peça na quinta às seis da tarde, e foi por isso que você começou pelas pessoas
  7. 07Os dois planos ditos de uma vez, avisando que você não vai melhorar a proposta depois
  8. 08O mensal recomendado em voz alta para quem se encaixa nele. Quem ainda não sabe se aquilo entra na rotina entra por essa porta, e você prefere que a pessoa entre por ela e fique do que entre no ano e se arrependa em março
  9. 09O anual com a razão antes do número. Um lugar com gente dentro só mostra o que vale depois que a pessoa levou caso para lá algumas vezes e recebeu leitura de volta, e dois meses não dão tempo disso acontecer
  10. 10A matemática dita uma vez, sem entusiasmo. Doze meses no mensal dão R$ 1.164, o ano fechado sai por R$ 497, o que dá R$ 41,42 por mês e menos de R$ 1,40 por dia
  11. 11A âncora certa. Compara com a peça do começo da aula, com o custo de refazer uma peça inteira ou com o custo de explicar para o cliente por que aquilo não voltou mais. Nunca com curso nenhum
  12. 12A garantia sem cerimônia. Sete dias por sua conta, a pessoa entra, leva uma dúvida de verdade e vê como você responde
  13. 13Os bônus com número que você vai cumprir. Catorze meses pagando doze no anual, e os dez primeiros mandam uma peça e recebem em áudio o que você faria com ela
  14. 14Um link só, dito uma vez, lido devagar em voz alta, e o corte imediato para o primeiro caso do consultório

As suas palavras bloco 08

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

As pessoas:

Eu vou te falar do lugar onde eu respondo isso toda semana. E eu não vou começar pelo que tem lá dentro, eu vou começar por quem tem lá dentro.

Tem eu. Uma vez por semana ao vivo, uma hora, com tema escolhido por quem está lá, e no mínimo três vezes por semana em áudio, respondendo caso de gente que advoga igual você advoga.

E tem os outros, que é a parte que ninguém conta quando fala de comunidade. Tem gente lá dentro que já fez a peça que vai cair na sua mesa na quinta. Você chega com a dúvida, e não sou só eu que respondo.

O nome disso é Expansão CPC.

O que chega:

Agora sim, o que chega, e presta atenção que tudo isso nasce das perguntas que aparecem lá dentro.

Material e comando novo de inteligência artificial todo mês, porque a ferramenta muda. E você acabou de ver com os seus olhos que ela muda até quando a entrada é exatamente a mesma.

O que o STJ e o STF decidiram, explicado em linguagem de aplicar no processo, não em linguagem de aula.

Modelo de peça, checklist e formulário, para você não esquecer coisa no meio do caos.

E a biblioteca inteira das aulas anteriores, organizada por tema, para você achar rápido a aula da situação que você está vivendo hoje.

Eu sei que tem gente aí pensando que já tem material demais. Tem mesmo. Eu também tenho. Só que material nenhum lê a sua peça na quinta às seis da tarde, e foi por isso que eu comecei pelas pessoas.

Os dois planos:

Dois jeitos de entrar, e eu vou dizer os dois de uma vez, para você não ficar esperando eu melhorar a proposta. Eu não vou melhorar.

Mensal, R$ 97. Sem fidelidade, cancela quando quiser. Se você ainda não sabe se isso entra na sua rotina, entra por essa porta. Eu prefiro que você entre por ela e fique, do que entre no ano e se arrependa em março.

Anual, e a razão vem antes do número. Um lugar com gente dentro só mostra o que vale depois que você levou caso para lá algumas vezes e recebeu leitura de volta. Dois meses não dão tempo de isso acontecer o suficiente, e quem entra pensando em ficar já sabe disso.

Doze meses no mensal dão R$ 1.164. O ano fechado sai por R$ 497. Dá R$ 41,42 por mês, e menos de R$ 1,40 por dia de acesso.

E eu não vou comparar isso com nada do meu catálogo, nem com curso de ninguém. Compara com a peça do começo da aula, aquela que estava bonita e perdeu o que só cabia ali. Compara com o custo de refazer uma peça inteira, ou com o custo de explicar para o seu cliente por que aquilo não voltou mais.

Falei de preço uma vez. Agora eu sigo.

A garantia:

Sete dias por minha conta. Você entra, olha tudo, leva uma dúvida de verdade e vê como eu respondo. Se não for para você, pede o dinheiro de volta e a gente continua se falando no Instagram do mesmo jeito.

Os bônus e a instrução:

Duas coisas para quem entrar hoje, e as duas com número que eu vou cumprir.

Quem entrar no plano anual leva catorze meses pagando doze.

E as dez primeiras pessoas que entrarem hoje me mandam uma peça, uma só, e eu devolvo em áudio o que eu faria com ela. É exatamente a segunda leitura que a gente passou a aula inteira dizendo que falta. Dez pessoas, porque dez é o que eu consigo fazer direito. Se passar de dez eu aviso aqui na hora, na frente de todo mundo.

Um link só, e ele está aparecendo aí no chat agora. Você abre, escolhe uma das duas portas na mesma página, e pronto.

E enquanto vocês entram, a Sarah separou caso de verdade que apareceu aí no chat desde o começo da aula. Primeiro caso.

Operação deste bloco
Mãos
No momento exato do link você para de mudar slide, aponta para o chat, lê o endereço e já muda para a tela do consultório. Não fique olhando para o link.
Relógio
O link precisa ser dito até o minuto 68. A oferta que passa de dez minutos faz o próprio preço parecer suspeito.
Se atrasar
Estando no 70 sem ter dito o link, corta os bônus inteiros e vai direto para o link.
Se um bônus não estiver confirmado no dia: corta o parágrafo inteiro daquele bônus. Nenhum dos dois depende do outro para funcionar.
O kit
O kit dos comandos organizados ficou de fora de propósito. Os comandos já foram entregues na tela para todo mundo, então oferecer o kit como recompensa de compra esvazia a entrega e ainda empurra a leitura de que o produto é um pacote de inteligência artificial, que é o enquadramento que a aula inteira existe para evitar.
Sarah
Cola o link no chat no segundo em que você disser que ele está aparecendo. Refixa a cada três ou quatro minutos daqui até o fim. Começa a mandar boas-vindas no privado para quem entrar e vai te passando os nomes.

09/12minuto 68 ao 84 · dezesseis minutos

O consultório

Fazer a sala assistir a comunidade funcionando dois minutos depois de ouvir falar dela, com o preço ainda fresco na cabeça.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

O formato se repete três vezes, e a repetição é proposital, porque quem entrar na semana que vem precisa reconhecer o formato.

  1. 01Ler o caso em voz alta, literal, do jeito que a pessoa escreveu, com o primeiro nome dela. Não corrija o português de ninguém em público
  2. 02Devolver uma pergunta antes de responder. Sempre. É o formato que você usa lá dentro
  3. 03Chamar um membro atual antes de responder, quando o caso já passou pelo grupo. Este é o movimento de maior alcance da aula inteira e custa zero
  4. 04Responder com o artigo, indo no código na frente da sala com o Ctrl mais F
  5. 05Fechar na falta, nunca no produto. A frase de fechamento fala do que acabou de acontecer

As sete regras de condução

#O que vale
1Caso de processo, nunca pergunta sobre a oferta. Se alguém perguntar de plano ou pagamento, responde em uma linha e encaminha para a Sarah no privado
2Três casos de matérias diferentes. A variedade é o argumento, porque ela prova sozinha que o lugar responde o que aparecer
3Casos colhidos desde o minuto 10, nunca perguntando na hora quem tem dúvida. Pergunta feita ali produz silêncio ou produz pergunta rasa
4Membro atual responde primeiro sempre que o caso já passou por lá
5Você responde no formato que usa lá dentro, com o mesmo ritmo e a mesma ida ao artigo
6Cada caso fecha na falta, nunca no produto
7Passar do horário aqui é de propósito. É o sinal de generosidade mais barato e mais eficiente que existe

As suas palavras bloco 09

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

As frases de fechamento de cada caso, e vale variar entre elas:

Repara que isso levou dois minutos. E repara que não foi um par de olhos só.

Uma leitura a mais acabou de existir. É essa leitura que não existe na sua mesa às seis da tarde.

Olha o tanto de coisa que apareceu quando outra pessoa leu o mesmo caso.

Quando o caso já passou pelo grupo, chamando o membro pelo primeiro nome:

Você já pegou uma dessas, eu sei que já. Fala primeiro, que eu completo depois.

Operação deste bloco
Relógio
Três casos, de quatro a cinco minutos cada.
Se esticar
Passando de seis minutos num caso, encerra com a frase de fechamento e vai para o próximo. Caso que estica vira aula particular e a sala sente.
Sarah
Passa os casos prontos, um de cada vez, já com o primeiro nome. Guarda o melhor caso e não entrega agora, porque ele entra depois do repitch, no minuto 88. Vai anotando as objeções que aparecerem no chat, literais, para o repitch.

10/12minuto 84 ao 88 · quatro minutos

O repitch

Recolher quem entrou depois do pitch e quem ficou em dúvida, usando as palavras reais do chat, em quatro minutos.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

  1. 01Justificar a parada. Entrou bastante gente depois que o consultório começou e o chat está com pergunta repetida
  2. 02O recap em uma frase só. Você passou a aula mostrando o que a inteligência artificial não consegue conferir na peça, e o Expansão CPC é o lugar onde você confere isso toda semana. R$ 97 por mês ou R$ 497 o ano, no mesmo link fixado
  3. 03Ler a mensagem inteira em voz alta antes de responder, inclusive com erro de digitação. Ler literal é exatamente o que faz não soar ensaiado, porque ninguém ensaia o erro de digitação de outra pessoa
  4. 04Responder no máximo três, com duas ou três frases cada, e voltar
  5. 05Mandar operação para o privado. Cartão, boleto, plataforma e nota fiscal se resolvem em uma linha com a Sarah
  6. 06A instrução e o corte. Mesmo link, uma página, dois botões, e já emenda no último caso sem respiro

As três respostas prontas

Se aparecer alguma versão deA resposta
“vem com os prompts?”Vem, todo mês tem comando novo lá dentro. E você já saiu daqui hoje com três, sem pagar nada. Só que se fosse só isso eu não cobraria mensalidade, eu vendia um arquivo e ia embora. O que você paga lá é a pessoa que lê o que você fez com o comando
“não tenho tempo de assistir mais um curso”Ótimo, porque não é para assistir. Lá você não estuda para um dia usar, você usa enquanto estuda. É para abrir quando travar, do mesmo jeito que você abre o CPC quando trava
“e se eu entrar e não for para mim?”Sete dias por minha conta, e no mensal não tem fidelidade. Você entra hoje, leva uma dúvida na primeira semana e decide com a resposta na mão, em vez de decidir agora no escuro

As suas palavras bloco 10

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

Deixa eu parar dois minutos, porque entrou bastante gente depois que a gente começou o consultório e o chat está com pergunta repetida.

Para quem chegou agora, uma frase: eu passei a aula mostrando o que a inteligência artificial não consegue conferir na sua peça, e o Expansão CPC é o lugar onde eu confiro isso com você toda semana. R$ 97 por mês, ou R$ 497 o ano, no mesmo link que está aí fixado.

Agora as perguntas que apareceram, e eu vou ler do jeito que vocês escreveram.

E no fim:

Mesmo link, uma página, dois botões. Quem já entrou, a Sarah está mandando as boas-vindas aí no privado agora.

E agora o último caso, que a Sarah guardou porque é o melhor deles.

Operação deste bloco
Mãos
Tira o slide dos planos no momento em que disser “e agora o último caso”. A tela precisa voltar para o caso da pessoa antes de você terminar a frase.
Relógio
Quatro minutos, teto. Passando de cinco, o repitch vira segundo pitch e a sala desconta.
Se atrasar
Responde duas perguntas em vez de três.
Sarah
Manda as três mensagens literais com nome, refixa o link e continua o privado com quem entrou.

11/12minuto 88 ao 92 · quatro minutos

O último caso

Deixar como última imagem alguém sendo respondido, porque é essa memória que decide o indeciso nas quarenta e oito horas seguintes.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

  1. 01Dizer que a Sarah pediu para guardar esse, e que ela tinha razão
  2. 02Rodar o mesmo formato dos outros, lendo literal, devolvendo uma pergunta, respondendo com o artigo e fechando na falta
  3. 03Não mencionar o link aqui. Ele já foi dito duas vezes e a Sarah fixa uma última vez sem texto de venda

As suas palavras bloco 11

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

Esse aqui a Sarah separou lá pelo minuto vinte e me pediu para guardar, e ela tinha razão.

Operação deste bloco
Relógio
Se a aula já estiver muito longa, encurta a resposta, mas não pule o caso. Ele é o que faz o encerramento existir.
Sarah
Última chamada do link no chat, sem texto de venda. Só o endereço.

12/12minuto 92 ao 94 · dois minutos

A saída

Encerrar você, não a sala, deixando uma tarefa para amanhã e nenhuma cerimônia.

O que você precisa trazer

Os pontos que não podem faltar

  1. 01Reconhecer que passou da hora, e lembrar que a promessa eram setenta e cinco minutos
  2. 02Dar a tarefa concreta. Amanhã você abre uma peça, roda a régua nela, as seis perguntas, e vai achar alguma coisa em dez minutos
  3. 03Pedir retorno de verdade. Me conta depois o que você achou
  4. 04Nomear em uma frase o que você não consegue fazer dali, que é a segunda leitura da peça específica, e dizer onde isso acontece sem repetir preço
  5. 05Fechar seco, sem abrir pergunta nova

As suas palavras bloco 12

As palavras que você quer ter na frente do olho enquanto fala este bloco. Escreve do seu jeito, e depois ensaia lendo daqui.

Se você quiser ver como eu diria

Eu vou parar por aqui, porque já passou bem da hora e eu tinha prometido setenta e cinco minutos.

Amanhã você vai abrir uma peça. Roda a régua nela, as seis perguntas, do jeito que ficou na sua tela. Vai levar dez minutos e você vai achar alguma coisa. Me conta depois o que você achou, porque eu quero saber de verdade.

A única parte que eu não consigo fazer daqui é a segunda leitura da sua peça específica. Você já sabe onde eu faço isso, e o link está aí.

Foi muito bom. Boa noite, e amanhã você roda a régua.

Operação deste bloco
Mãos
Não fique parada esperando gente sair. Encerra você. Sala que se dissolve sozinha deixa sensação de fim melancólico.
Relógio
Dois minutos. Não abra pergunta nova aqui.
Sarah
Salva o chat inteiro antes de encerrar a sala. Ele é a matéria-prima das próximas quarenta e oito horas.

Por dentro desta versão

O que esta versão ganha, o que ela perde e onde ela pode escorregar

Esta é a versão em que a oferta entra no minuto 58, logo depois do silêncio, e volta em quatro minutos no minuto 84, depois que a sala assistiu o consultório funcionando. A aula não termina na oferta. Ela termina em alguém sendo respondido.

Sem maquiagem. O ranqueamento das duas e a recomendação cravada estão na página de comparação.

Por que o encaixe é no minuto 56, e não em outro lugar

Você não precisa aceitar essa posição por convenção. Ela é a única que passa nos quatro testes da própria aula.

A dívida precisa estar paga

A página prometeu o que revisar na peça que a máquina escreveu, no minuto antes de apertar enviar. Isso são os três comandos, que saem nos minutos 34, 41 e 46, e a Régua do Protocolo, que sai no 49. Antes do 49 você ainda deve alguma coisa para a sala, e vender devendo é emboscada.

A falta precisa ter nome

A pessoa vive a segunda leitura no minuto 18, quando a sala acha os erros junto com você, e só entende o que viveu no minuto 55, quando você pergunta quem lê antes dela mandar. Se a oferta chega antes do 55, ela precisa argumentar. Se chega depois, ela só colhe.

O que vem depois precisa ser prova, não enfeite

O consultório funciona porque a sala assiste a comunidade trabalhando com o preço fresco na cabeça. Isso vale mais que qualquer depoimento, porque ninguém está contando que funciona. Se o consultório vier antes do preço, ele vira conteúdo bom e para de trabalhar como prova.

A última imagem precisa ser alguém sendo respondido

Você precisa de pelo menos vinte e cinco minutos depois da oferta para o consultório, o repitch e o último caso caberem. Empurrar a oferta para depois do minuto 70 mata os três.

O minuto 56 é o único ponto em que as quatro coisas são verdadeiras ao mesmo tempo.

O que esta versão ganha

A oferta encontra a maior sala possível depois do silêncio.

No minuto 58 a sala ainda está no meio da aula, com o pico de atenção recente e a pergunta de quem confere ainda ardendo. Cada minuto que a oferta atrasa custa gente na sala, e essa é a variável mais cara do evento, porque não existe verba pós-evento nem gravação para recuperar quem saiu.

Vinte e seis minutos de prova depois do preço.

A pessoa ouve R$ 497 e a coisa seguinte que ela vê é você respondendo caso de verdade, três vezes seguidas, indo no artigo na frente dela. Isso é o que justifica o número sem você precisar defender o número.

O anual ganha tempo de convivência.

Quem ficou em cima do muro entre o mensal e o anual tem quase meia hora assistindo a comunidade funcionar antes de decidir, e o repitch pega essa pessoa exatamente no momento de maior temperatura da noite.

Existe uma segunda chance.

O repitch do minuto 84 recolhe quem entrou atrasado, quem estava em dúvida e quem só entendeu o produto depois de ver ele funcionando.

As objeções são reais e não previstas.

No repitch você lê as mensagens literais que apareceram no chat depois do preço, com erro de digitação e tudo. Isso responde a sua sala, não uma sala hipotética.

A última imagem é alguém sendo respondido.

O último caso fecha a aula em cima de gente e não de link, que é a memória que trabalha nas quarenta e oito horas seguintes.

O que esta versão perde

Ela pede uma troca de registro no meio da aula.

Existe um custo de atenção nisso, e ele é visível: uma parte da sala sai entre o minuto 56 e o 60. Essa queda é esperada, não se combate, e a arquitetura já foi montada para absorvê-la.

Ela expõe você duas vezes.

São dois momentos de venda em vez de um, e para quem nunca fez pitch de assinatura ao vivo isso é mais coisa para segurar na cabeça. O repitch é curto, mas ele existe e precisa ser conduzido.

Ela deixa a menor parte da audiência ver o consultório.

Entre o minuto 68 e o 84 a sala já é a sala que ficou, então o efeito de reputação do consultório alcança menos gente do que alcançaria antes do pitch.

Ela exige a Sarah funcionando bem.

O repitch depende de ela ter anotado objeções literais durante o consultório, e o último caso depende de ela ter guardado o melhor. Sem isso, os dois blocos finais perdem força.

O risco específico desta versão

O risco é a sala entender que o consultório é o pós-venda de um pitch, e não a demonstração de uma comunidade. Se isso acontecer, a prova vira encenação e a aula perde em trinta segundos o que construiu em uma hora.
Três coisas evitam isso, e as três são inegociáveis. Os casos precisam ter sido colhidos desde o minuto 10, nunca perguntando na hora quem tem dúvida. Nenhum caso pode fechar no produto, todos fecham na falta. E se alguém perguntar sobre plano ou pagamento dentro do consultório, a resposta é uma linha e o encaminhamento é para o privado, porque o bloco inteiro trata de processo.
O segundo risco, menor, é o repitch esticar. Passando de cinco minutos ele deixa de ser recap e vira segundo pitch, e aí a sala desconta a generosidade que a aula inteira construiu.

As quatro coisas que já vieram decididas

Você não precisa decidir nada estrutural para conduzir esta aula.

O que estava abertoComo ficou
O caso que abrePadrão de erro composto, sem número de processo e sem nome de parte. A peça de resposta bem escrita que perde aquilo que só cabia ali. Se você tiver um caso seu, troca por ele e mantém a estrutura
A peça da demonstraçãoContestação, cravado. Nela a ausência dos autos aparece em dois segundos. Impugnação ou embargos servem igual. Petição inicial não serve, porque a máquina acerta mais e o flagra perde força
O comando que parou de funcionarSubstituído pelo teste das duas rodadas, no minuto 39. Você roda o mesmo comando duas vezes e mostra as saídas diferentes. Prova ao vivo em vez de anedota
O nome do critérioA Régua do Protocolo. Seis perguntas, uma tela, dez minutos. Ela confere execução e não confere decisão, e essa frase arma o bloco 4

O pitch por dentro

O que cada movimento da oferta faz, e o que quebra se ele sair do lugar

Esta parte é igual nas duas versões, porque ela serve às duas. Você nunca fez pitch de assinatura ao vivo, e ela existe para você saber o que cada movimento faz antes de decidir como vai dizer cada um. Não é para decorar. É para você reconhecer, no dia, o que está em jogo em cada frase.

00

Antes dos seis movimentos

O que este pitch é
Dez minutos, um link e duas portas na mesma página. Nenhum minuto a mais do que isso.
Existe uma razão prática para o teto de dez minutos e ela não é estética. A sala calcula sozinha a proporção entre o tamanho do esforço de venda e o tamanho do preço. Quarenta minutos de construção de valor para justificar R$ 97 por mês faz a pessoa desconfiar do produto, porque ela pensa que ninguém precisa de tanto argumento para vender uma coisa boa e barata. Dez minutos para R$ 97 é uma proporção que a sala aceita sem pensar.
E existe uma segunda razão, que vale mais que a primeira. Você está vendendo um lugar com gente dentro, e lugar não se vende por inventário. Quanto mais itens você listar, mais a pessoa entende catálogo, e catálogo é a leitura que a aula inteira existe para evitar.
As duas coisas que acontecem antes do pitch
Você não começa a vender no minuto em que fala do Expansão. Você começa a vender no minuto 18, quando a sala acha os erros junto com você. Só que a sala ainda não sabe disso, e é justamente por não saber que funciona.
O silêncio do minuto 55. A pergunta é “quem lê antes de você mandar?” e ela é feita para não ser respondida. Os cinco segundos de silêncio depois dela são o ativo mais caro da aula inteira. É ali que a pessoa formula sozinha, na cabeça dela, a frase que faz o pitch existir: eu não tenho com quem conferir isso. Quando essa frase nasce na cabeça dela, o pitch vira consequência. Quando ela nasce na sua boca, o pitch vira argumento de venda e a sala desconta. Se você preencher esse silêncio, o pitch inteiro passa a trabalhar sem chão.
A virada. São dois minutos e eles fazem quatro coisas, todas necessárias. Dizem que a dívida está paga, dão o motivo físico de você não responder cada caso, autorizam quem quiser a sair, e declaram o tempo. Cortar qualquer uma das quatro é o que separa uma transição de uma emboscada. A quarta é a que mais gente subestima. Dez minutos declarados transformam um medo sem tamanho em um custo com tamanho, e custo com tamanho a pessoa aceita pagar para ver.

01

As pessoas primeiro, sempre

O que ele faz
Define o que a pessoa está comprando antes de ela ver qualquer item. Você abre por quem está lá dentro, não pelo que tem lá dentro. Você, uma vez por semana ao vivo e no mínimo três vezes por semana em áudio. E os outros advogados, que é a parte que ninguém conta quando fala de comunidade.
Por que ele vem primeiro
Existe um teste que separa o que abre do que vem depois. Pergunte de cada item: se você tirar as pessoas de dentro, esse item continua fazendo sentido como produto sozinho? Comando sozinho faz sentido como produto. Aula gravada sozinha faz sentido como produto. Uma pessoa com vinte e seis anos de estrada lendo o seu caso na quinta-feira não faz sentido como produto avulso, e é exatamente por isso que ela abre.
Se ele for cortado ou trocado de lugar
Se você começar pelos itens, a sala entende catálogo, e catálogo é curso. Curso não cobra mensalidade, curso se compra uma vez. A pessoa vai calcular quanto material ela recebe por R$ 97 em vez de calcular quanto vale ter alguém do outro lado, e nessa conta você perde, porque ela já tem material demais.
O sinal de que funcionou
O chat começa a perguntar como é o grupo, quantas pessoas tem, se dá para levar caso. Quando aparece “como funciona o grupo”, o movimento fez o trabalho dele.

02

O que chega toda semana, apresentado como consequência

O que ele faz
Dá densidade ao que a pessoa recebe sem virar inventário. Material e comando novo todo mês, o que o STJ e o STF decidiram em linguagem de aplicar, modelo, checklist, formulário, e a biblioteca organizada por tema.
A regra de apresentação
Tudo isso nasce das perguntas que aparecem lá dentro. Essa frase é o que impede a lista de virar catálogo, porque ela amarra cada item de volta nas pessoas do movimento 1.
Onde a objeção do material é colhida
Você mesma reconhece que tem gente com material demais, e que você também tem. E fecha na frase que a aula inteira construiu: material nenhum lê a sua peça na quinta às seis da tarde. Uma frase, sem defesa, sem desenvolver.
Se ele for cortado, e o cuidado deste produto
A oferta fica leve demais para o preço e a pessoa não vê rotina, vê promessa. Se ele for esticado, acontece o contrário: a pessoa ouve mais coisa para não assistir, e isso alimenta exatamente a objeção que você acabou de matar.
Não cite quantidade de aulas, de materiais nem de qualquer coisa. Volume é argumento de curso.

03

Os dois planos, ditos de uma vez

O que ele faz
Apresenta as duas portas na mesma tela, ao mesmo tempo, com a matemática dita uma vez só.
A regra que não se quebra
As duas entram juntas. Assim que a segunda oferta chega depois da primeira para melhorá-la, a sala entende que existe uma negociação em curso e passa a esperar a terceira. E quem espera a terceira não compra a segunda.
Por isso a frase “eu vou dizer os dois de uma vez, para você não ficar esperando eu melhorar a proposta” existe, e por isso ela é seguida de “eu não vou melhorar”. Ela fecha a negociação antes de ela começar.
Se você inverter
Apresentar o mensal, deixar respirar e depois apresentar o anual como solução para quem achou caro é a maneira mais rápida de fazer o anual virar desconto. Assinante que entra pelo desconto sai pelo desconto, e em produto de recorrência o número que importa é quem continua no terceiro mês.

04

A garantia

O que ele faz
Tira o risco da decisão em duas frases, sem cerimônia e sem fazer da garantia o argumento principal.
Por que ela vem depois do preço
Garantia dita antes do número soa a antecipação de objeção e planta a dúvida que ela deveria remover. Dita depois, ela é uma informação de operação e a sala recebe como tal.
Se ele for cortado, e como dizer sem enfraquecer
Sobe muito a fricção de quem está em cima do muro, especialmente na sala fria, que é a maioria. Sete dias por sua conta é o que permite a pessoa decidir com a resposta na mão em vez de decidir no escuro.
Sem pedir desculpa, sem repetir e sem enfeitar. Uma vez, no tom de quem está informando uma regra da casa.

05

Os bônus, com número que você vai cumprir

O que ele faz
Dá razão para entrar hoje, e não semana que vem, sem inventar escassez.
Os dois que entram
Catorze meses pagando doze, que age só no plano anual e compra tempo de convivência, que é justamente o argumento do anual. E os dez primeiros que mandam uma peça e recebem em áudio o que você faria com ela.
O segundo é o mais forte porque ele é literalmente a segunda leitura que a aula inteira provou faltar. Ele não é um brinde, ele é a promessa da aula entregue no particular. Por isso ele é dito depois do outro, e por isso o número é dito uma vez, com a promessa de avisar na hora se passar de dez.
A escassez precisa ser verdadeira
Assinatura sem fidelidade não tem escassez honesta no produto. A única escassez legítima que existe aqui é o limite de dez, e limite verdadeiro é aquele que vai ser cumprido mesmo quando der prejuízo. Se onze pessoas entrarem, você avisa na frente de todo mundo que fechou.
Se um bônus não estiver confirmado, corta o parágrafo inteiro daquele bônus e não coloca nada no lugar. Bônus prometido e não cumprido em produto de recorrência custa mais que a venda inteira do dia, porque quem se sente enganado cancela e conta para os outros.
O bônus que ficou de fora de propósito
O kit dos comandos organizados. Os comandos já foram entregues na tela para todo mundo, então oferecer o kit como recompensa de compra esvazia a entrega que acabou de acontecer e ainda empurra a leitura de que o produto é um pacote de inteligência artificial.

06

O link e o corte

O que ele faz
Elimina a paralisia com uma instrução só.
A regra
Um link, dito uma vez, lido devagar em voz alta. Duas opções aparecem na mesma página, com dois botões. Dois links ditos em voz alta produzem confusão, e confusão em pagamento vira carrinho abandonado.
O corte, que é a parte que quase todo mundo erra
Assim que o número é dito, a sala se divide entre quem decidiu e quem quer sair sem constrangimento. A oferta não pode terminar no preço nem no link. A frase seguinte já precisa ser a próxima coisa boa, sem pausa, sem respiro e sem cerimônia de encerramento. O corte tem que ser tão rápido que quem ia sair perca a janela.
Se você ficar olhando para o link, a sala percebe que você está esperando alguma coisa, e uma pessoa esperando venda no palco é a imagem que derruba tudo o que a aula construiu. Você lê o endereço, aponta para o chat e já muda de tela.

A ordem, e por que ela não se troca

Cada movimento só funciona depois que o anterior instalou a condição dele. Preço antes de valor vira caro. Garantia antes de preço vira dúvida. Bônus antes de preço vira isca. Link antes de bônus mata os bônus.

MovimentoO que ele resolveSe sair do lugar
1 · As pessoasDefine o que está sendo compradoO produto vira catálogo e a mensalidade fica sem justificativa
2 · O que chegaDá densidade e mata a objeção do materialSem ele a oferta fica leve, e antes das pessoas ele vira inventário
3 · Os dois planosResolve custo e horizonte de tempoAntes da densidade, o preço aparece sem contrapartida na cabeça da pessoa
4 · A garantiaTira o risco da decisãoAntes do preço, planta a dúvida que deveria remover
5 · Os bônusDá razão para hojeAntes do preço, vira isca. Depois do link, ninguém ouve
6 · O linkElimina a paralisiaÉ sempre o último, e nunca a última frase da aula

Os dois planos, sem o anual parecer que você está empurrando

Este é o ponto mais delicado do pitch inteiro, porque o anual custa cinco vezes o mensal e a sala inteira sabe disso. A sequência que funciona tem quatro passos, nesta ordem.

Primeiro

O mensal, limpo. R$ 97, sem fidelidade, cancela quando quiser.

Segundo

Você recomenda o mensal em voz alta para quem se encaixa nele, e é aqui que a maioria não tem coragem. Quem ainda não sabe se aquilo entra na rotina entra por essa porta, e você prefere que a pessoa entre por ela e fique do que entre no ano e se arrependa em março. Essa frase parece que joga contra a venda maior e faz o contrário. Ela compra credibilidade para tudo o que vem depois, e custa pouco, porque quem já estava decidido pelo anual não muda de ideia por causa dela. Quem muda de ideia por causa dela é exatamente a pessoa que ia cancelar em março, e essa você não quer.

Terceiro

O anual com a razão antes do número. A razão não é economia, a razão é tempo. Um lugar com gente dentro só mostra o que vale depois que você levou caso para lá algumas vezes e recebeu leitura de volta. Dois meses não dão tempo de isso acontecer o suficiente, e quem entra pensando em ficar já sabe. Dizendo a razão primeiro, o número chega como consequência de uma decisão de horizonte. Dizendo o número primeiro, o anual vira promoção.

Quarto

A matemática, uma vez, sem entusiasmo. Doze meses no mensal dão R$ 1.164. O ano fechado sai por R$ 497, o que dá R$ 41,42 por mês. E aí o terceiro número, que é o que fecha a decisão sem parecer desconto: menos de R$ 1,40 por dia de acesso.

A âncora

A âncora legítima é a peça do começo da aula, aquela que estava bonita e perdeu o que só cabia ali. É o custo de refazer uma peça inteira. É o custo de explicar para o cliente por que aquilo não voltou mais. A âncora proibida é qualquer curso, seu ou de quem quer que seja, em qualquer formulação, nem sequer por sugestão. Essa proibição vem da base do produto e ela é absoluta.

Depois

Você segue. Uma vez só. Responder objeção de preço acrescentando mais produto confirma para a sala que o preço é o problema. E nenhuma pressão sobre quem escolheu o mensal: o mensal sem fidelidade é ativo de confiança e vira anual sozinho ao longo dos meses, desde que a experiência entregue.

As três objeções e onde cada uma é colhida

Nenhuma das três é resolvida dentro do pitch. Todas as três já foram resolvidas antes, dentro do conteúdo, quando ninguém estava se defendendo de venda nenhuma. No pitch elas só são colhidas, em uma frase cada. Objeção respondida no pitch soa a defesa, e defesa confirma que existe acusação. Objeção respondida no conteúdo soa a aula, e a pessoa guarda como raciocínio próprio.

A objeçãoOnde ela morreComo ela é colhida
“já tenho material”Minuto 30, dentro do bloco das três perguntas, quando você diz que material resolve o que está estabilizado e que material nenhum abre os seus autosUma frase no movimento 2, lembrando que material nenhum lê a sua peça na quinta às seis da tarde
“não tenho tempo”Minuto 45, dentro do bloco dos comandos, quando o comando devolve os quarenta minutos que a pessoa gastaria reescrevendo peça tortaUma frase com a formulação oficial do produto, que é usar enquanto estuda em vez de estudar para um dia usar
“custo”Minuto 02, quando a sala vê um processo cair porque ninguém leu. Essa é a âncora mais forte da aula inteira e ela foi construída setenta minutos antes do preçoUma frase no movimento 3, comparando com a peça do começo da aula e com nenhum produto

Na versão com o pitch no fim isso muda um pouco. Como não existe repitch para ler o chat, as três objeções voltam a ser ditas em voz alta dentro da própria oferta, mesmo sem ninguém perguntar. Continua valendo que elas já morreram no conteúdo, e a repetição ali serve só para quem não conectou sozinho.

O que nunca fazer no pitch deste produto

  • Nunca citar item antes de citar gente. Este é o erro que mata a assinatura, e ele é sorrateiro, porque a aula fala de inteligência artificial por quase uma hora. Três sintomas denunciam. A oferta cita comando ou material antes de citar pessoa. O chat, depois do preço, pergunta se vem com os prompts. E a última frase antes do link é sobre uma coisa em vez de sobre alguém.
  • Nunca comparar com curso nenhum. Nem com os seus, nem com os dos outros, nem por sugestão. A frase que diz que o ano inteiro custa menos que um curso é a mais tentadora do lançamento e a mais destrutiva, porque ela resolve uma venda e inviabiliza permanentemente o preço dos seus outros produtos.
  • Nunca prometer domínio da matéria. O Expansão resolve o que muda e o que acontece agora. Quem promete domínio completo de matéria fechada empurra a pessoa para outro produto e cria uma expectativa que a assinatura não entrega, e expectativa errada vira cancelamento no segundo mês.
  • Nunca sustentar a recorrência em lei nova. Você mesma já disse publicamente que isso não pega no seu público, e é verdade: quem ainda não domina o código estável não perde o sono com alteração marginal. O que muda de verdade é o caso que chega, a ferramenta que muda de mês para mês e o que o STJ e o STF decidem. Legislação, no máximo, é nota de rodapé.
  • Nunca fabricar escassez. Assinatura sem fidelidade não tem escassez honesta no produto. O único limite verdadeiro é o dos dez diagnósticos, e ele precisa ser cumprido mesmo quando der trabalho.
  • Nunca vender pelo desconto. Em recorrência, o número que importa é quem continua no terceiro mês. Quem entra pelo preço cancela na primeira cobrança que não estava esperando.
  • Nunca esticar o pitch por causa do chat frio. Se ninguém entrar nos primeiros minutos, a reação errada é acrescentar argumento. A reação certa é seguir o roteiro no mesmo ritmo e ir para a próxima parte, porque quase todas as entradas acontecem depois, durante o consultório.
  • Nunca pedir desculpa por estar vendendo. Você avisou, entregou tudo o que prometeu e declarou o tempo. Pedir desculpa depois disso é dizer para a sala que existia algo errado em fazer o que você fez.

Como você sabe que está indo bem, pelos sinais do chat

Você não vai ter tempo de ler o chat durante o pitch, e não deve tentar. Quem lê é a Sarah, e ela te passa só o que interessa. O que segue é o mapa para você entender o que ela está te contando. O sinal que vale mais que todos é a Sarah te passando o primeiro nome de quem acabou de entrar. Quando isso começa, você não muda nada no roteiro, só sabe que ele está funcionando.

Sinais de que está indo bem

O que aparece no chatO que significa
Perguntas sobre o grupo, sobre como leva o caso, sobre quantas pessoas tem láO movimento 1 pegou. A pessoa entendeu lugar, não catálogo
Alguém perguntando se dá para pagar no cartão, se tem boleto, se é recorrentePerguntas de operação vêm de quem já decidiu. É o melhor sinal que existe
Membro atual respondendo pergunta de estranho antes de vocêProva social espontânea, e vale mais que qualquer coisa que você diga
Alguém perguntando a diferença entre os dois planosO movimento 3 funcionou. A pessoa está escolhendo porta, não decidindo se entra
O chat continuar rodando sobre processo durante o pitchA sala não trocou de registro junto com você, o que significa que a virada foi bem-feita

Sinais de alerta e o que fazer

O que aparece no chatO que significaO que fazer na hora
“vem com os prompts?” logo depois do preçoA sala entendeu catálogo. É o sintoma número um do erro que a aula existe para evitarNa próxima frase, volte para gente. Diga que o que ela paga é a pessoa que lê o que ela fez com o comando
Silêncio total no chat durante a ofertaNormal nos dois primeiros minutos. Preocupante se durar os dezNão acelere e não acrescente argumento. Vá para o link e corte para o caso. O consultório recupera
“sabia que ia dar em venda”Uma pessoa, não a salaLê em voz alta e responde de frente, uma vez, sem defensiva. Depois siga e não volte ao assunto
Queda rápida no contador de participantes na viradaEsperado, e não se combateMantenha o ritmo. A sala que fica é a que interessa, e acelerar ou pedir desculpa é a pior reação possível
Perguntas técnicas de processo no meio do pitchA pessoa quer você de volta ao conteúdoResponde em uma linha, promete responder no consultório e segue. Não abra caso dentro do pitch

Para terminar

Escreve aqui o que não coube nos blocos

Uma frase que você quer trocar, um caso seu que vale mais que o do roteiro, uma ordem que você prefere inverter, uma parte que você não vai conseguir fazer. Esta folha é maior de propósito, e o que você escrever aqui volta para mim.

O recado da professora

Acabou o ensaio. O que vem abaixo não é para escrever: é o material que você abre no dia da aula, com a colinha de uma tela, os comandos prontos para copiar e o que preparar antes.

No dia 12, abra por aqui

Para o dia 12

Daqui para baixo é material de operação, não é ensaio

A colinha de uma tela, os três comandos prontos para copiar, a Régua para fotografar, o que preparar antes e o que fazer se a aula descarrilar. Abra isto no dia, numa segunda tela ou impresso.

A colinha de uma tela

Deixa esta tabela aberta numa segunda tela. Ela é o roteiro inteiro reduzido a uma tela.

MinBlocoO que não pode faltar
00O casoFecha em “ninguém leu antes de sair”
05O combinadoAvisa que os comandos entram no 34
07O flagraElogia a peça antes de dissecar
18O momentoFaz a pergunta e não responde
21As três perguntasAutos, juízo, fase. Impossíveis, não difíceis
30Já tenho materialMaterial nenhum abre os seus autos
34Comando 1Deixa parado na tela para copiar
39Duas rodadasIsso não se resolve guardando prompt
41Comando 2Sem respeitosamente, sem douto juízo
46Comando 3A lista 3 fecha o caso da abertura
49A RéguaQuarenta segundos de silêncio para fotografar
51As decisõesConfere execução, não confere decisão
55O silêncioCinco segundos parada. Não preencha
56A viradaDez minutos declarados e permissão de sair
58As pessoasGente primeiro, sempre
61O que chegaMaterial nenhum lê a sua peça na quinta
63Os planosR$ 97 · R$ 497 · R$ 41,42 · R$ 1,40 por dia
65A garantiaSem cerimônia
66Bônus e linkUm link só, dito uma vez, e corta pro caso
68O consultórioMembro responde antes de você quando der
84O repitchLê a mensagem do chat literal
88O último casoFecha na falta
92A saídaNão termina no link

Os três comandos, prontos para copiar

São os mesmos do bloco 5, agora com botão de copiar. Cola direto na ferramenta.

Comando 1 · o contexto · minuto 34

Você vai me ajudar a redigir uma contestação. Antes de escrever qualquer linha, leia o bloco abaixo e trabalhe apenas com o que está nele.

RITO E FASE
Rito:
Fase atual do processo:
Prazo que está correndo e a partir de qual ato ele começou a contar:

O QUE JÁ ESTÁ NOS AUTOS
O que a parte autora pediu, na ordem em que pediu:
Documentos que ela juntou:
Decisões já proferidas e o que cada uma decidiu:
O que eu já aleguei neste processo:

O QUE EU JÁ SEI SOBRE QUEM VAI LER
Vara e competência:
Prática que eu já vi nesse juízo:

MINHA TESE
A defesa que eu quero sustentar, em uma frase:
Matéria de defesa que precisa ser alegada agora sob pena de não voltar mais:

Confirme que leu, liste em até cinco linhas o que você entendeu do caso, e pare. Não escreva a peça ainda.

Comando 2 · a trava · minuto 41

Agora escreva a contestação, seguindo estas regras, sem exceção:

1. Use somente os fatos que estão no bloco de contexto. Se algum fato for necessário e não estiver lá, não invente: escreva FALTA DADO no lugar e siga.

2. Não cite artigo, súmula, tese ou julgado que você não consiga indicar com número e origem. Sem certeza da referência, escreva CONFERIR no lugar da citação.

3. Concentre em preliminares tudo o que só pode ser alegado nesta peça, antes de entrar no mérito.

4. Escreva no português que se fala. Sem "respeitosamente", sem "douto juízo", sem "preliminarmente requer", sem inverter a ordem da frase para parecer solene.

5. O pedido final deve dizer, em frases separadas e diretas, exatamente o que eu quero que o juízo faça.

Comando 3 · a devolução · minuto 46

Antes de eu ler a peça, me entregue quatro listas, nesta ordem:

1. Todo fato que você afirmou na peça e que não estava no contexto que eu te dei.

2. Toda citação de artigo, súmula, tese ou julgado que você não conseguiu confirmar.

3. Toda matéria de defesa que, pelo rito e pela fase que eu te informei, precisaria estar nesta peça e não está.

4. Os três pontos da peça em que um juízo rigoroso bateria primeiro, e a razão de cada um.

Depois das quatro listas, me diga o que você precisaria saber sobre os autos para reduzir essas listas.

A Régua do Protocolo

Seis perguntas, uma tela, dez minutos. É o slide que fica parado quarenta segundos em silêncio no minuto 49, para a sala fotografar. Ela confere execução, não confere decisão.

  1. 1.Essa é a peça certa para este momento do processo?
  2. 2.O que só cabe aqui e agora está aqui dentro?
  3. 3.Cada artigo que está citado eu abri, ou eu confiei?
  4. 4.Cada fato afirmado está nos autos, ou apareceu do nada?
  5. 5.Cada tese e cada julgado citado existe do jeito que está escrito aí?
  6. 6.O pedido final diz o que eu quero que o juízo faça, do jeito que ele consegue conceder?

A lista única de preparo

Esta lista repete o que já está nos blocos, reunida por prazo. Marcar aqui não marca lá em cima, e é de propósito: aqui você confere se está tudo pronto, lá você confere bloco a bloco na hora de ensaiar.

Até três dias antescom calma

No diaaté uma hora antes

Dez minutos antessala aberta

Os três momentos em que a aula pode descarrilar

Cada um com o sinal que aparece antes e a saída pronta.

01

A ferramenta trava, ou a saída sai boa demais

Quando
No bloco 1, entre o minuto 09 e o 14
O sinal
A saída demora mais de noventa segundos, ou sai tão redonda que você não acha erro grosso para marcar
Como voltar
Travou, você não espera calada: enquanto carrega, conta o que espera que apareça e por quê, e isso já é conteúdo. Travou de vez, abre a segunda janela e roda de novo, dizendo em voz alta que isso também é informação sobre a ferramenta. Saiu boa demais, o roteiro não muda, muda o alvo: você para de caçar erro grosso e vai para o Ponto 1 da marcação, que é o fato inventado.

Olha que interessante. Essa peça está boa. Está melhor do que muita coisa que eu já vi protocolada. E é exatamente por isso que ela é perigosa, porque tudo que está errado aqui dentro está errado de um jeito bonito.

02

O consultório sem matéria-prima

Quando
No minuto 68, quando você pede o primeiro caso
O sinal
Aparece bem antes: se lá pelo minuto 40 a Sarah ainda não tiver dois casos bons separados, o bloco 6 está em risco
Como voltar
A Sarah te avisa no privado até o minuto 45. A partir daí você planta o pedido dentro do conteúdo, sem parecer que está implorando pergunta. Se mesmo assim não vier caso bom, o consultório roda com dois casos, e um deles é uma pergunta que a Sarah traz de mensagens já recebidas, apresentada como tal, sem inventar autor. Dois casos bem respondidos valem mais que quatro rasos.

Se você está com uma peça travada aí agora, joga o caso no chat em três linhas. Rito, o que a outra parte pediu, e onde você travou. Eu respondo no fim.

03

A sala esvazia na virada, ou alguém ataca no chat

Quando
Entre o minuto 56 e o 60
O sinal
O contador de participantes caindo rápido, ou uma mensagem do tipo “sabia que ia dar em venda”
Como voltar
Queda de participantes na virada é esperada e não se combate. A sala que fica é a que interessa, e a pior reação possível é você acelerar ou pedir desculpa. Aparecendo ataque no chat, não ignore e não brigue: lê em voz alta e responde de frente, uma vez só, sem defensiva. Depois siga, não volte ao assunto e não pergunte se ficou claro.

Alguém escreveu aqui que sabia que ia dar em venda. Sabia mesmo, eu avisei na inscrição que no fim eu ia mostrar onde a gente continua resolvendo dúvida junto. O que eu prometi está na sua tela e é seu, tenha você comprado alguma coisa ou não. Os dez minutos que eu pedi são estes, e depois deles eu volto a responder caso.